Cinco dicas para cuidar do bem-estar dos professores
Organização, apoio da escola e momentos de descanso são essenciais para equilibrar a rotina dos educadores, segundo psicopedagoga Paula Furtado.
Preparar aulas, corrigir atividades e acompanhar as necessidades dos alunos são responsabilidades que exigem tempo e disponibilidade emocional. Quando as demandas se acumulam, o desgaste pode afetar a motivação e reduzir o espaço para a vida pessoal, alerta a psicopedagoga Paula Furtado.
Em homenagem ao Dia dos Professores, a especialista destaca que valorizar quem ensina também significa oferecer condições adequadas de trabalho, acolhimento e oportunidades de descanso. A seguir, confira cinco orientações da especialista para promover o bem-estar dos educadores:
1. Defina prioridades possíveis
Organizar as tarefas conforme os prazos e o tempo disponível é fundamental para lidar com as exigências profissionais. Quando o volume de atividades ultrapassa o que é possível realizar, vale conversar com a coordenação sobre ajustes, pois o planejamento precisa considerar as condições reais de execução, segundo Paula Furtado.
2. Divida as dificuldades com a equipe
Trocar experiências e materiais com os colegas pode tornar o dia a dia menos solitário. A instituição deve ouvir os educadores e avaliar a distribuição das responsabilidades, promovendo uma parceria que evite que o professor carregue sozinho a responsabilidade de resolver tudo.
3. Preserve o tempo de descanso e lazer
A convivência com amigos, familiares e interesses fora do ambiente escolar também merecem espaço na agenda. Reservar momentos para descanso, movimentar o corpo, praticar atividades físicas e dedicar tempo a algo prazeroso são formas de cuidar da saúde emocional, destaca a psicopedagoga.
4. Perceba as pequenas conquistas
A docência oferece oportunidades de construir vínculos e acompanhar descobertas. O avanço de um aluno na leitura ou sua maior participação nas aulas são exemplos de realizações que merecem reconhecimento e podem renovar o entusiasmo, sem apagar os desafios da profissão.
5. Procure ajuda quando necessário
Conversar sobre as dificuldades e buscar suporte são atitudes importantes diante do sofrimento emocional. O acolhimento da equipe deve fazer parte desse processo, assim como a busca por atendimento profissional quando necessário, reforça Paula Furtado.
Sobre Paula Furtado
Paula é pedagoga formada pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), com especialização em Psicopedagogia, Neuropsicopedagogia, Educação Especial, Arte de Contar Histórias e Arteterapia. Atende crianças e adolescentes com dificuldades de aprendizado, incluindo casos complexos envolvendo traumas e vulnerabilidade emocional. Em seu perfil no Instagram (@paulafurtadopf), compartilha conteúdos para pais e educadores baseados em sua experiência em mediação de leitura, educação especial e neuropsicopedagogia.
A especialista também ministra cursos para formação de educadores e realiza palestras para pais sobre a importância de contar histórias. É autora de mais de 100 livros infantojuvenis e criadora de jogos pedagógicos inovadores.



