Kamila Rosa trocou o salão pela carreira em tecnologia

Mãe solo de três filhos, ela concluiu formação em Cloud Practitioner AWS e hoje trabalha em home office como assistente de projetos.

Durante anos, Kamila Rosa não sabia quanto conseguiria ganhar no fim do mês. Mãe solo de três meninos, hoje com 10, 7 e 3 anos, ela trabalhava como autônoma em um salão de beleza de bairro, em São Paulo, atendendo clientes de unhas e sobrancelhas. A renda girava em torno de R$ 1.500 mensais e variava conforme o movimento. Hoje, atua como Assistente de Projetos na Darede, em home office.

“Eu não via perspectiva. Como autônoma, nunca sabia quanto iria ganhar no fim do mês. Essa incerteza me preocupava muito, principalmente porque eu tinha três filhos para sustentar”, relembra.

Da curiosidade por informática à formação em Cloud

Mesmo sem experiência na área, Kamila já tinha curiosidade por informática. Incentivada pela mãe, começou a procurar cursos que pudessem abrir caminhos profissionais. Foi assim que conheceu a Escola da Nuvem, organização sem fins lucrativos que oferece capacitação gratuita em Tecnologia da Informação para pessoas em situação de vulnerabilidade social.

Em 2024, ela iniciou a formação em tecnologia. Concluiu o curso de Cloud Practitioner AWS pela Escola da Nuvem, ingressou na graduação em Gestão de TI e continuou estudando desenvolvimento de software. A rotina envolvia conciliar estudos, trabalho autônomo, tarefas de casa e os cuidados com os filhos, então com 10, 7 e 3 anos.

“A virada aconteceu quando consegui meu estágio. Eu já tinha concluído a formação em Cloud Practitioner e continuei estudando Developer. Foi uma fase muito difícil, mas eu sabia que estava construindo um futuro melhor para nós”.

Trabalho remoto e renda mais previsível

Atualmente, Kamila integra a equipe de Professional Services da Darede como Assistente de Projetos. Segundo o material divulgado, o salário fixo é quase o dobro do que ela recebia antes. O trabalho também inclui plano de saúde, plano odontológico e vale-alimentação.

Para ela, a mudança não se resume à renda. O home office permite acompanhar mais de perto a rotina dos filhos. “Hoje trabalho em home office. Posso acompanhar o crescimento dos meus filhos e estar presente na rotina deles. Isso não tem preço. Me sinto realizada”.

Mais mulheres chegam aos cursos de tecnologia

A trajetória de Kamila ocorre em um cenário de crescimento da participação feminina na formação em tecnologia. O relatório “Perspectivas do Mercado de Trabalho do Macrossetor TIC”, da Brasscom, aponta que mulheres representaram 17,9% dos formandos em cursos de TIC em 2023: 16.066 profissionais. O total foi 41,7% maior que o registrado em 2022, quando 11.340 mulheres concluíram cursos na área.

O material também cita dados do IBGE segundo os quais cerca de 11 milhões de mulheres criam os filhos sozinhas no país. Outra pesquisa da Fundação Getulio Vargas, encomendada pelo Fantástico e baseada em dados do IBGE, aponta que mais de 41 milhões de domicílios brasileiros têm mulheres como principais provedoras da família.

A Escola da Nuvem informa ter formado mais de 3.577 mulheres cis e 26 mulheres trans em cursos de tecnologia. Em 2025, a participação feminina nos cursos da organização passou de 40,8% para 50,3%. Os números dimensionam a presença de mulheres nas formações do setor, embora cada transição profissional dependa de condições e oportunidades próprias.

“Graças à Escola da Nuvem eu consegui mudar de vida. Hoje tenho uma profissão com perspectivas de crescimento e acredito que muitas outras pessoas podem viver essa mesma transformação”, diz Kamila.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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