Estresse político pode afetar o coração? Veja sinais e cuidados

Excesso de notícias e tensão podem manter o corpo em alerta; cardiologistas explicam possíveis efeitos e como criar limites sem deixar de se informar.

Notificações, debates nas redes e conversas tensas podem transformar a política em assunto de todos os momentos do dia. Em períodos eleitorais, essa exposição constante pode manter algumas pessoas em estado de alerta — uma sobrecarga que também merece atenção pelo possível impacto na saúde cardiovascular. Pesquisa realizada pela Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (SOCESP) mostrou que 35% das mulheres e 23% dos homens apontam o estresse como fator de risco para doenças do coração.

Isso não significa que acompanhar uma eleição ou discutir política cause, isoladamente, um infarto. O ponto de atenção é quando a tensão se prolonga e começa a afetar o corpo e a rotina. Os cardiologistas Daniel Petlik, Carlo Bonasso Filho, Thaís Pinheiro Lima e Patrícia Hitomi Kuga explicam como reconhecer essa sobrecarga e buscar equilíbrio.

O que acontece com o corpo sob tensão

O cardiologista Daniel Petlik explica que uma discussão intensa, uma notícia preocupante ou a ansiedade diante de um resultado podem desencadear uma resposta fisiológica de estresse. Nessa reação, o organismo libera adrenalina e cortisol, a frequência cardíaca aumenta e a pressão pode subir. A preocupação maior, segundo ele, é permanecer nesse estado de alerta por boa parte do dia e por períodos prolongados.

A exposição contínua também pode interferir no bem-estar. A matéria da Veja Saúde mencionada no material associa esse hábito a ansiedade, irritabilidade e insônia. Para o cardiologista Carlo Bonasso Filho, os efeitos podem aparecer também por mudanças de comportamento: dormir pior, abandonar exercícios, comer de maneira inadequada ou aumentar o consumo de álcool e cigarro. Assim, a questão não é apenas o estresse isolado; uma sequência de hábitos afetados pela tensão pode contribuir para o risco cardiovascular.

Quando vale prestar mais atenção

A cardiologista Thaís Pinheiro Lima ressalta que pessoas com doença cardiovascular ou fatores de risco, como hipertensão, diabetes, colesterol elevado e tabagismo, merecem atenção especial. Ela observa que não é preciso ter medo de acompanhar uma eleição: o sinal para rever a rotina é quando a exposição começa a produzir sintomas ou mudanças perceptíveis.

Passar horas consumindo notícias, perder o sono, ficar permanentemente irritado ou irritada e não conseguir se desconectar são situações que, segundo a médica, podem indicar a necessidade de estabelecer limites. O material também ressalta que a exposição crônica ao estresse pode contribuir para elevação da pressão arterial, alterações metabólicas e distúrbios do sono. Em pessoas com aterosclerose ou outros fatores de risco, episódios intensos de tensão podem atuar como gatilho para eventos cardiovasculares agudos.

Como se informar sem ficar conectado o tempo todo

A cardiologista Patrícia Hitomi Kuga reforça que estar informado não exige acompanhar cada atualização em tempo real. Entre as medidas que ela sugere estão definir horários para consumir notícias, evitar discussões que provoquem sofrimento excessivo e preservar o sono, a atividade física e momentos de lazer.

Fazer pausas e se afastar do celular por algumas horas não significa deixar de participar do debate público. A recomendação é observar como a cobertura eleitoral afeta o corpo e a rotina. Se a tensão se torna constante, reduzir a exposição pode ajudar a interromper o estado permanente de alerta — sem que seja necessário deixar de acompanhar os assuntos públicos.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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