Aos 72, Neide mantém carreira ativa há 20 anos

Professora de matemática, Neide Cardoso tornou-se supervisora pedagógica e símbolo de longevidade profissional após os 50 anos.

Aos 72 anos, Neide Cardoso continua trabalhando e completa 20 anos na mesma empresa. Professora de matemática com mais de três décadas de experiência em sala de aula, ela entrou para o Supera em 2006, quando já tinha mais de 50 anos, e construiu uma nova etapa profissional na área de estimulação cognitiva.

Ao longo desse período, Neide acompanhou o crescimento da empresa educacional e assumiu responsabilidades na área pedagógica. Hoje, atua como supervisora pedagógica e é uma das profissionais mais experientes da organização.

Uma nova fase na carreira

A chegada ao Supera representou uma mudança de contexto, mas não um abandono da educação. A experiência acumulada por Neide em sala de aula passou a ser aplicada em atividades voltadas ao desenvolvimento de habilidades cognitivas.

Segundo o material divulgado pela empresa, a profissional também se tornou conhecida internamente pelo perfil exigente e pela defesa da qualidade pedagógica. A cobrança, nesse caso, aparece ligada ao compromisso que marcou sua trajetória na educação.

“Meu pensamento sempre foi contribuir com as pessoas e para que o mundo seja um pouquinho melhor. Enquanto eu estiver conseguindo fazer isso, vou fazer”, afirma Neide Cardoso.

Ela reconhece que o envelhecimento traz mudanças, mas diz que continua se mantendo ativa. “Já sinto as perdas naturais da idade, mas sigo driblando e me mantendo ativa enquanto eu tiver forças”, declarou.

Envelhecimento e trabalho

A história ganha relevância em um momento de transformação demográfica no Brasil. Dados divulgados pelo Ministério da Saúde em setembro de 2026 apontam que o país tem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais. A estimativa apresentada é de que esse número chegue a 61,5 milhões em duas décadas.

O Censo 2022 também registrou mudanças importantes: entre 2010 e 2022, o número de brasileiros com 65 anos ou mais cresceu 57,4%, alcançando 22,2 milhões de pessoas, ou 10,9% da população. No mesmo período, a parcela de crianças de até 14 anos caiu de 24,1% para 19,8%.

Nesse cenário, a trajetória de Neide ajuda a colocar uma experiência concreta no debate sobre longevidade profissional. Continuar trabalhando depois dos 60 pode envolver atualização, autonomia, troca de conhecimentos e novas possibilidades — e não apenas o encerramento de uma carreira.

Debate sobre longevidade

O tema será discutido na live “Longevidade no Brasil: o envelhecer de cada um”, marcada para 1º de outubro, às 19h, no canal do Supera no YouTube. O bate-papo online terá a participação do geriatra Leandro Minozzo, da jornalista Luana Pavani e do cineasta Gabriel Martinez.

A data é lembrada como o Dia Internacional da Pessoa Idosa e também marca a criação do Estatuto da Pessoa Idosa. A programação propõe uma conversa sobre envelhecimento, trabalho, aprendizagem ao longo da vida e combate ao etarismo.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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