Casa geminada ganha luz e novos espaços de convivência
Reforma no Horto Florestal integra cozinha e área gourmet, amplia a luz natural e transforma o sótão em espaço de convivência para a família.
Uma casa geminada no Horto Florestal, na Zona Norte de São Paulo, foi transformada por uma reforma que valorizou a integração dos ambientes sociais e a entrada de luz natural. O arquiteto Paulo Tripoloni conduziu o projeto, que repensou a circulação e as funções dos espaços, criando uma residência mais aberta e acolhedora para a convivência familiar.
Apesar de bem construída, a casa apresentava cômodos compartimentados e pouco conectados. As intervenções concentraram-se na cozinha, área gourmet, lavabo, sala de TV e no sótão, que ganhou uma nova função como espaço de descanso e contemplação.
Cozinha integrada e funcional
A maior mudança ocorreu na cozinha, que antes era estreita e linear, dividida entre banheiro e área de serviço. Após uma demolição significativa, foi aberto um grande vão estrutural apoiado por um pórtico metálico, permitindo a integração com a área gourmet. A cozinha passou a ocupar posição central na casa, facilitando a circulação e o convívio.
O layout em C organiza o fluxo de trabalho entre torre quente, cooktop, pia, geladeira e áreas de preparo, reduzindo deslocamentos. Uma península amplia as possibilidades de uso, servindo tanto para o preparo de alimentos quanto para refeições rápidas ou encontros informais. A marcenaria sob medida oferece amplo armazenamento sem comprometer a leveza visual, enquanto o backsplash de azulejos estampados adiciona personalidade. A bancada em granito preto São Gabriel alia praticidade e resistência.
Segundo o arquiteto Paulo Tripoloni, “o grande desafio foi transformar uma casa compartimentada em um espaço integrado e iluminado. Tivemos que abrir um grande vão estrutural para permitir essa conexão e, a partir daí, desenhar uma cozinha que realmente funcionasse para o dia a dia da família”.
Área gourmet e quintal repaginados
No quintal, a antiga churrasqueira de tijolos foi substituída por uma churrasqueira moderna integrada à bancada, que inclui pia, cervejeira, adega e sistema de exaustão. Uma cobertura retrátil de vidro permite o uso do espaço em dias ensolarados ou chuvosos, mantendo a entrada de luz natural.
O deck de madeira delimita a área de permanência, enquanto as paredes coloridas criam uma atmosfera descontraída. O arquiteto destaca que “o quintal precisava deixar de ser apenas uma área de apoio para se tornar um ambiente de convivência. Buscamos abrir o máximo possível para a iluminação natural e integrar completamente esse espaço com a cozinha”.
Sótão ressignificado como espaço de convivência
Um espaço pouco aproveitado sob a cobertura foi transformado em um ambiente para ouvir música, descansar e contemplar a vista do bairro arborizado. Para isso, a escada recebeu rasgos que permitem a passagem da luz natural, parte das telhas foi substituída por vidro e uma abertura foi criada na laje.
A cobertura foi reorganizada em três setores: área técnica, depósito e o novo espaço de convivência. O contrapiso em cimento queimado, as madeiras aparentes recuperadas e a decoração de linhas simples complementam o ambiente, que agora recebe abundante iluminação natural e valoriza a paisagem como parte da arquitetura.
Detalhes funcionais e estéticos
A lavanderia foi escondida atrás de portas pantográficas metálicas, mantendo tanque e máquina de lavar acessíveis no dia a dia, mas ocultos quando a casa recebe visitas. Na sala de TV, uma estante sob medida de estrutura metálica e madeira de pinus reúne nichos, portas, adega e equipamentos audiovisuais. A parede de tijolos aparentes adiciona textura e reforça uma linguagem industrial equilibrada pelo calor da madeira.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



