Desodorante caseiro substitui o comum? Especialistas explicam

Entenda as diferenças entre desodorantes e antitranspirantes, cuidados com receitas caseiras e a importância da comprovação dos benefícios nos rótulos

Receitas caseiras para controlar o odor das axilas são frequentemente compartilhadas, mas especialistas alertam que elas não passam pelos mesmos testes rigorosos de segurança e eficácia que os desodorantes e antitranspirantes comerciais. É importante entender que desodorantes e antitranspirantes têm funções diferentes e nem sempre um substitui o outro.

Diferença entre desodorante e antitranspirante

De acordo com a dermatologista Jéssica Starek, da ALS Beauty & Personal Care, o suor em si não é o causador do mau cheiro. O odor corporal surge quando bactérias naturais da pele interagem com substâncias eliminadas pelo organismo, formando compostos que produzem o cheiro característico.

Os desodorantes atuam no controle do odor, enquanto os antitranspirantes reduzem temporariamente a produção de suor nas axilas. Muitos produtos combinam essas duas funções em uma única fórmula, o que torna a escolha do produto dependente das necessidades individuais.

Sais de alumínio e segurança

Um dos ingredientes mais questionados nos antitranspirantes são os sais de alumínio. Segundo Jéssica Starek, não há evidências científicas que associem o uso desses sais ao desenvolvimento de câncer de mama. As principais entidades médicas e científicas não reconhecem essa relação, o que ajuda a esclarecer dúvidas e combater boatos que circulam há anos.

Cautela com receitas caseiras

Embora as alternativas naturais sejam atraentes para muitos, as receitas caseiras não passam pelos mesmos processos de avaliação que os produtos comerciais. Isso significa que não há comprovação científica de sua segurança, tolerabilidade e eficácia. Testes clínicos e laboratoriais são essenciais para garantir que os resultados observados em grupos de estudo possam ser aplicados à população em geral e que os efeitos não sejam fruto do acaso.

Especialmente para pessoas com pele sensível ou histórico de irritação, o uso dessas receitas exige cuidado redobrado.

Comprovação dos benefícios nos rótulos

Expressões como “proteção por 24 horas”, “controle de odor” e “não irrita as axilas” precisam ser respaldadas por estudos específicos. Gabrielli Brianezi, gerente técnica de pesquisa clínica da ALS Beauty & Personal Care, explica que cada benefício requer uma metodologia própria para avaliação.

Esses estudos seguem protocolos definidos por agências reguladoras e utilizam métodos científicos para garantir resultados confiáveis, avaliando aspectos como controle de odor, redução da transpiração e potencial de irritação.

Quando buscar orientação médica

Para a dermatologista, é fundamental que cada pessoa observe os sinais do próprio corpo. Suor excessivo, desconforto persistente, irritação frequente ou alterações significativas no odor corporal podem indicar a necessidade de avaliação médica.

Se o desodorante habitual não está funcionando ou se a pele apresenta reações frequentes, é importante investigar a causa antes de recorrer a soluções improvisadas.

EstagiárIA

Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA

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