Artista plástica Fernanda Cristina, utilizou sua profissão como fuga para superar a homofobia e crises de doenças

A artista plástica Fernanda Cristina é autodidata, começou a pintar aos 8 anos quando foi presenteada pelo seu pai com tintas e telas. Sem saber, utilizava a técnica conhecida como mista, colagens de objetos e texturas, expandindo assim sua criatividade e emoções em forma de arte.

Na adolescência desistiu da pintura, por passar fases difícies de autoconhecimento, barreiras da sociedade e bullying no colégio, ao descobrir que estava entrando em conflito com sua identidade de gênero. Aos 30 anos foi diagnosticada com esclerose múltipla e essa doença desencadeou uma depressão profunda. No decorrer do tratamento, teve o incentivo da sua irmã para voltar a pintar.

O expressionismo abstrato sempre foi o seu forte, então retornou à arte por ser apreciadora desde a infância e por utilizá-la como forma de espelho, para refletir seus sentimentos e intuição, ser livre para se expressar e convidar a todos a viver emoções a partir das formas, linhas, cores e texturas.

Logo em seguida descobriu que era uma artista sinestésica, com a música manifestava suas sensações. As notas musicais representam uma paleta de cores e traços em suas obras. Seu trabalho é capaz de prender a atenção e gerar uma resposta emocional e única.

Ao contrário de alguns artistas, Fernanda executa seu trabalho com a tela no chão, assim consegue destacar com exatidão diversas técnicas, como o dripping, que são respingos da tinta sobre a superfície e o action painting ou pintura gestual, que estampa os movimentos, onde se pode observar o gesto pictórico.

A artista plástica atende atualmente em seu ateliê, localizado na Zona Sul de SP. Para saber mais, acesso o Instagram: @fer_cristinaoficial.

Projetos e exposições:
Selecionada para o ” Ultimate Artist ” web série da Mosaiky; presença de duas obras no leilão de arte da galeria XX Vinte Arte; exposição coletiva Free Art Fest; idealização e pesquisa para a escultura “Despertar”; convidada pelo “Instituto do Câncer Arnaldo Vieira de Carvalho” , para entregar 06 obras para o acervo do hospital; colaboração biográfica no livro “Mulheres Criativas – 100 histórias de mulheres inspiradoras”; palestrou na 1 ̊feira de profissões no CEU Capão Redondo; exposição coletiva – Expo Arte SP 2018; direção no projeto documental “Eu sou uma longa história”; criação de 04 “porcos” para a campanha Pig Parade para a 99 Táxi; exposição Coletiva Intersecção para Urban Gallery; participação com 10 artistas mulheres para a Lumberjills.

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