GLP-1 e bariátrica podem se complementar na obesidade
Especialistas debatiram no Conciam, em Curitiba, a escolha individualizada entre medicamentos e cirurgia, além da continuidade do cuidado.
Medicamentos agonistas de GLP-1 e cirurgia bariátrica podem atuar de forma complementar no tratamento da obesidade, segundo especialistas que participaram da 40ª edição do Congresso Acadêmico de Medicina (Conciam), da Faculdade Evangélica Mackenzie do Paraná (FEMPAR). O evento ocorreu de 19 a 22 de outubro, na Associação Médica do Paraná, em Curitiba.
Na palestra sobre o tema, Paulo Nassif, chefe do Serviço de Cirurgia Bariátrica do Hospital Universitário Evangélico Mackenzie (HUEM), afirmou que os novos medicamentos ampliam as possibilidades terapêuticas, mas não substituem a cirurgia bariátrica, especialmente em casos de obesidade grave. De acordo com ele, estratégias combinadas tendem a ganhar espaço.
Mirnaluci Paulino Ribeiro Gama, chefe do Serviço de Endocrinologia do HUEM, destacou que a obesidade requer avaliação individualizada e acompanhamento multidisciplinar. Segundo a endocrinologista, medicamentos como semaglutida e tirzepatida, assim como a cirurgia metabólica, devem ser considerados conforme as características e necessidades de cada paciente.
A médica também ressaltou a necessidade de continuidade do cuidado. Após a cirurgia bariátrica, pode haver indicação de acompanhamento médico e reposição de nutrientes; no tratamento medicamentoso, o custo elevado pode dificultar a permanência de algumas pessoas na terapia.
Reprodução assistida foi tema de encontro entre pai e filho
O congresso também abordou a evolução das técnicas de reprodução humana assistida em uma palestra conduzida pelos ginecologistas Francisco Furtado Filho e Rodrigo Furtado, pai e filho. Eles discutiram transformações tecnológicas na especialidade e compartilharam experiências profissionais ligadas à fertilização in vitro.
Francisco Furtado Filho relembrou a trajetória da área desde o nascimento do primeiro bebê por fertilização in vitro, em 1978, na Inglaterra. Rodrigo Furtado, formado pela FEMPAR em 2021, disse que pretende atuar por dois anos no Instituto Valenciano de Infertilidade, em Valência, após validar seu diploma na Espanha.



