Brasil deve ter 17.190 casos anuais de câncer bucal até 2028
Estimativa do INCA para 2026 a 2028 aponta maior número de casos entre homens; campanha Novembro Vermelho reforça atenção aos sinais na boca.
O Brasil deve registrar 17.190 novos casos de câncer bucal por ano entre 2026 e 2028, segundo a publicação Estimativa 2026: Incidência de Câncer no Brasil, do Instituto Nacional de Câncer (INCA). A projeção inclui 12.260 casos anuais entre homens e 4.930 entre mulheres.
Sem considerar os tumores de pele não melanoma, a doença ocupa a sétima posição entre os tipos de câncer mais incidentes no país, de acordo com o material. A campanha Novembro Vermelho chama atenção para a prevenção, o autoexame e a busca por avaliação profissional diante de alterações persistentes.
Sinais que merecem atenção
O câncer de boca pode se manifestar por feridas que não cicatrizam, manchas esbranquiçadas ou avermelhadas, caroços, dor persistente, sangramentos e dificuldade para engolir ou falar. Segundo Priscila Gonçalves Cordeiro, dentista e diretora da Neodent, muitas pessoas procuram atendimento apenas quando sentem dor, o que pode atrasar a identificação de sinais iniciais.
Ela afirma que o diagnóstico precoce impacta as chances de cura, que podem variar de 70% a 90% quando o tratamento começa cedo.
Como fazer o autoexame da boca
O autoexame pode ser feito em casa, diante do espelho e com boa iluminação. A orientação é observar os lábios por fora e por dentro, gengivas, língua, bochechas, céu da boca e o assoalho bucal, levantando a língua.
Na presença de feridas, manchas, caroços ou sangramentos incomuns, especialmente se persistirem por mais de duas semanas, o material recomenda procurar um cirurgião-dentista. Entre as medidas preventivas citadas estão evitar tabaco e consumo excessivo de álcool, manter a higiene bucal, realizar consultas regulares, ter alimentação equilibrada e usar protetor labial com filtro solar para quem trabalha ao ar livre.
Para pessoas com implantes dentários, Priscila orienta manter a rotina de higiene e o acompanhamento profissional. O material também recomenda avaliações periódicas com dentista, ao menos a cada seis meses, sobretudo para pessoas acima de 40 anos que acumulam fatores de risco.



