Como um aquário mantém 25 espécies no mesmo habitat
No Oceanic Aquarium, em Balneário Camboriú, filtragem, análises diárias e manejo individual atendem mais de 150 animais.
Um habitat de 300 mil litros no Oceanic Aquarium, em Balneário Camboriú (SC), reúne mais de 150 animais de 25 espécies e exige uma rotina que combina biologia, química, engenharia e acompanhamento veterinário. Segundo a equipe do aquário, o controle da água, da alimentação e do comportamento é feito de forma integrada para atender necessidades diferentes no mesmo ambiente.
Entre os animais do habitat Oceânico estão os tubarões-mangona Shark e Sharkira, as raias-manteiga e as garoupas-verdadeiras. De acordo com o Oceanic Aquarium, essas espécies são classificadas, respectivamente, como criticamente ameaçadas, em perigo e vulneráveis na Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN).
Tratamento contínuo da água
No Sistema de Suporte à Vida, bactérias presentes nos filtros participam do ciclo do nitrogênio: transformam a amônia, potencialmente tóxica aos animais, em nitrito e depois em nitrato. O tratamento também inclui filtragem pressurizada para reter partículas, carvão ativado para compostos orgânicos dissolvidos e ozônio sob controle técnico, segundo o aquário.
A equipe realiza análises manuais da água uma vez por dia. Sensores informam em tempo real parâmetros como temperatura e pH e emitem alertas diante de oscilações.
“São 300 mil litros de água e diferentes espécies que dependem da estabilidade desse ambiente. Por isso, precisamos integrar conhecimentos de química, biologia e engenharia”, afirma André Neto, diretor de operações técnicas do Oceanic Aquarium.
Alimentação e limpeza fazem parte do manejo
As dietas são planejadas individualmente conforme as necessidades nutricionais e os hábitos alimentares de cada animal. A equipe observa a aceitação dos alimentos, a condição corporal e eventuais mudanças de comportamento, explica a médica-veterinária Juliana Formágio.
Resíduos da alimentação e materiais orgânicos eliminados pelos animais afetam os processos químicos e biológicos da água. Por isso, três vezes por semana, mergulhadores habilitados entram no aquário para fazer a sifonagem do fundo, retirando resíduos acumulados com equipamentos semelhantes a aspiradores. A atividade complementa os sistemas de filtragem.



