5 erros ao escolher objetos decorativos para a casa

Arquitetas Danielle Dantas e Paula Passos explicam como proporção, hierarquia visual e peças afetivas ajudam na composição.

Objetos decorativos podem valorizar uma sala, uma estante ou um aparador, mas, segundo as arquitetas Danielle Dantas e Paula Passos, a composição precisa considerar proporção, funcionalidade e a história de quem mora na casa. À frente do escritório Dantas & Passos Arquitetura, elas apontam cinco erros comuns e caminhos para criar ambientes mais pessoais.

Para as profissionais, livros, vasos, peças artesanais, obras de arte e lembranças de viagens podem conviver no mesmo espaço quando há intenção nas escolhas. “A ideia é sempre criar ambientes com personalidade, que pareçam construídos ao longo do tempo, e não montados de uma só vez”, afirmam.

1. Preencher todas as superfícies

Uma mesa de centro não precisa reunir muitos itens para se tornar interessante. Danielle Dantas destaca que deixar áreas livres ajuda a dar destaque aos objetos e cria pontos de descanso para o olhar.

O excesso, segundo a dupla, não depende apenas da quantidade de peças, mas da forma de organizá-las. Uma alternativa é criar hierarquia visual: escolher um objeto principal e usar os demais para completar o conjunto. Em um aparador, por exemplo, um vaso marcante pode ser acompanhado de livros e de um item menor, com variação de alturas e volumes.

2. Ignorar a proporção e o uso dos móveis

Um objeto pode funcionar isoladamente, mas não ter escala adequada para o móvel ou o ambiente em que será colocado. Um vaso pequeno sobre um aparador amplo, por exemplo, pode passar despercebido. Em alguns casos, um elemento maior compõe melhor do que vários acessórios pequenos.

As arquitetas também ressaltam que mesas de centro, aparadores, mesas laterais e estantes precisam manter sua função no cotidiano. Antes de comprar uma peça, recomendam observar onde ela ficará, sua relação com os demais elementos, o espaço para circulação e as atividades da casa. A atenção é ainda mais importante em residências com crianças.

3. Tentar deixar tudo igual

Combinar cores, materiais, texturas e estilos diferentes pode trazer personalidade ao ambiente. Objetos contemporâneos podem dividir espaço com heranças de família, lembranças de viagens e obras de arte.

De acordo com Paula Passos, o equilíbrio pode vir de pontos de conexão entre os elementos, como cores, texturas, formas ou a relação com a arquitetura. Madeira, pedra, cerâmica, vidro e metal podem aparecer na mesma composição, desde que acabamentos e volumes sejam considerados no conjunto.

4. Deixar de fora objetos com significado

Para Danielle e Paula, uma decoração pode parecer impessoal quando não incorpora a história e os interesses dos moradores. As arquitetas contam que costumam incluir objetos que os clientes já possuem ao lado de peças contemporâneas e artesanais, como vasos de formas orgânicas, itens texturizados e bandejas para organizar pequenos conjuntos.

Segundo elas, não é necessário investir em objetos caros ou assinados para criar um canto com identidade. O resgate de uma peça guardada, combinado a outro objeto significativo, pode ser suficiente.

5. Querer terminar a decoração de uma vez

Comprar todos os itens de uma só vez ou em uma mesma loja para preencher vazios pode resultar em um ambiente impessoal, afirmam as profissionais. Para elas, boas composições também surgem aos poucos, à medida que os moradores encontram peças de que gostam, trazem lembranças de viagens ou reorganizam o que já têm.

Peças artesanais acrescentam texturas e formas particulares, enquanto livros e bandejas permitem montagens que podem mudar com facilidade. A orientação da dupla é observar o conjunto e avaliar se cada novo elemento realmente acrescenta algo ao ambiente.

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