Atividade física ajuda no cuidado com a saúde masculina
Professor de Educação Física destaca que treino regular, descanso e acompanhamento médico devem fazer parte do cuidado integral.
A atividade física regular pode contribuir para a saúde cardiovascular, o sono e o bem-estar mental dos homens, mas não substitui avaliações clínicas nem o acompanhamento de indicadores de saúde. A orientação é de Leandro Twin, professor de Educação Física, especialista em treinamento e embaixador da Bluefit, em referência ao Novembro Azul.
Segundo o especialista, exercícios, alimentação equilibrada, sono e acompanhamento médico compõem o cuidado preventivo. Ele afirma que muitas pessoas começam a treinar por objetivos estéticos, como ganhar massa muscular ou perder gordura, e percebem outros ganhos, entre eles mais disposição e condicionamento.
Musculação e atividade aeróbica podem se complementar
O treinamento de força ajuda na manutenção da capacidade funcional, necessária para atividades cotidianas como carregar objetos e subir escadas, de acordo com o material. Twin aponta que a musculação pode ser combinada a exercícios aeróbicos, como caminhada, corrida, bicicleta ou natação, para formar uma rotina mais completa.
As recomendações internacionais citadas no conteúdo incluem de 150 a 300 minutos semanais de atividade aeróbica moderada, ou o equivalente em intensidade vigorosa, além de exercícios de fortalecimento muscular. O volume e a intensidade devem ser adaptados às condições e à experiência de cada pessoa.
Para quem está começando, Twin recomenda metas realistas, evolução gradual e atenção à execução dos movimentos. Pessoas com doenças preexistentes, sintomas durante o esforço ou longos períodos de inatividade podem precisar de uma avaliação de saúde antes de iniciar ou intensificar os exercícios.
Treino não substitui acompanhamento médico
Pressão arterial elevada, alterações no colesterol, diabetes, tabagismo, consumo excessivo de álcool e sedentarismo estão entre os fatores que merecem atenção na prevenção de doenças cardiovasculares. A atividade física pode ajudar a controlar parte desses riscos, mas, segundo Twin, frequentar a academia e ter bom condicionamento não elimina a necessidade de acompanhar pressão arterial, exames solicitados por médicos e outros fatores de risco.
O especialista também ressalta a importância do descanso e da recuperação. Sono ruim, cansaço persistente ou mudanças relevantes de humor e disposição devem ser observados; se persistirem, a orientação é buscar ajuda profissional. Respeitar o próprio ritmo, considerando idade, histórico de atividade física, condições de saúde, sono e alimentação, pode ajudar a tornar o exercício um hábito sustentável.



