Datas duplas viram referência de preço antes da Black Friday
Pesquisa da Stefanini Marketing aponta que 46% dos relatos usam campanhas como 9/9, 10/10 e 11/11 para avaliar ofertas.
Campanhas como 9/9, 10/10 e 11/11 passaram a servir de parâmetro para a comparação de preços antes da Black Friday. Segundo a 6ª edição da pesquisa realizada por Gauge, Ecglobal e W3haus, empresas da Stefanini Marketing, 46% dos relatos detalhados sobre o tema mencionam o uso dessas datas duplas para avaliar ofertas.
O levantamento indica que as campanhas não substituem a Black Friday: nove em cada dez consumidores ainda pretendem comprar na ocasião. Ao mesmo tempo, 94% conhecem as chamadas datas duplas e 67% afirmam já ter feito compras nesses períodos promocionais.
Pesquisa de preços começa com mais antecedência
De acordo com o estudo, 56% dos consumidores começam a pesquisar produtos mais de 30 dias antes da Black Friday. Em 2021, esse percentual era de 21%. A pesquisa também aponta que 71% participam de grupos ou canais de ofertas; entre essas pessoas, nove em cada dez usam o WhatsApp.
Para Guilherme Stefanini, CEO da Stefanini Marketing, uma oferta divulgada em determinado momento pode influenciar a decisão de compra no mês seguinte. A pesquisa registra ainda que 5% dos consumidores se dizem saturados pelo excesso de promoções, enquanto 6% consideram as campanhas confusas a ponto de desistir de comprar.
11/11 teve faturamento equivalente a 58% da Black Friday em 2025
Com base em dados da Neotrust/Confi apresentados no estudo, o 11/11 foi o segundo maior dia de faturamento de novembro de 2025. A receita correspondeu a 58% da registrada na sexta-feira da Black Friday, e o volume de pedidos chegou a 92% do observado na data.
As projeções da Stefanini Marketing para a semana da Black Friday de 2026 estimam movimentação de R$ 14,5 bilhões, alta de 8,4% ante o ano anterior, e 18,3 milhões de pedidos, crescimento de 10,8%. A estimativa prevê ticket médio de cerca de R$ 791, ante R$ 808,50 no período anterior.
A pesquisa combina nove instrumentos, incluindo painel quantitativo com 1.000 respondentes e série histórica de 2021 a 2026. Segundo a fonte, a margem de erro da pesquisa em 2025 foi de 2%.



