Matrículas de 2027: como avaliar a inclusão de alunos autistas

Psicóloga Fabíola Scherer Cortezia destaca formação, adaptações pedagógicas e participação nas atividades como pontos para as famílias observarem.

Com o período de matrículas para 2027, famílias de estudantes com transtorno do espectro autista (TEA) podem avaliar se a escola tem condições de promover participação e aprendizagem, além de oferecer uma vaga. Segundo a psicóloga Fabíola Scherer Cortezia, diretora do Espaço Dom Quixote, a inclusão depende de adaptações pedagógicas, acolhimento e envolvimento de toda a comunidade escolar.

Para a especialista, uma escola inclusiva não deve esperar que o aluno se adapte sozinho ao seu funcionamento. “Uma escola inclusiva não é aquela que espera que o aluno se adapte ao seu funcionamento, mas aquela que também se organiza, se transforma e desenvolve estratégias para acolher as diferentes formas de aprender, comunicar-se e interagir”, afirma.

O que observar na escola

Entre os aspectos citados por Fabíola estão a formação dos profissionais, a flexibilidade das práticas pedagógicas e a atenção às características de cada estudante. Isso envolve reconhecer dificuldades de comunicação, situações de sobrecarga sensorial e momentos de desregulação emocional.

De acordo com a psicóloga, não é necessário que todos os professores tenham conhecimento aprofundado sobre autismo, mas eles precisam buscar orientação e adaptar suas práticas. Atividades, avaliações e rotinas devem considerar diferentes ritmos de aprendizagem. Já os profissionais de apoio devem atuar integrados ao planejamento pedagógico, sem substituir a responsabilidade do professor pelo ensino.

Participação também faz parte da inclusão

A fonte destaca que a convivência com colegas e a participação em atividades coletivas são tão relevantes quanto o desempenho acadêmico. Nesse sentido, a escola deve incentivar a interação social e prevenir preconceito e bullying.

Para o planejamento de 2027, Fabíola recomenda que família, escola e profissionais que acompanham a criança conversem sobre avanços, dificuldades, estratégias que funcionaram e adaptações necessárias. Segundo ela, essa troca pode ajudar a antecipar necessidades e organizar uma transição escolar mais acolhedora.

👁️ 21 visualizações
🐦 Twitter 📘 Facebook 💼 LinkedIn
compartilhamentos

Comece a digitar e pressione o Enter para buscar

Comece a digitar e pressione o Enter para buscar