Câncer de próstata pode não ter sintomas no início
Estimativa do INCA prevê 77.920 novos casos por ano entre 2026 e 2028; exames devem ser discutidos individualmente com médico.
O Brasil deve registrar uma estimativa de 77.920 novos casos de câncer de próstata por ano entre 2026 e 2028, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA). A doença pode evoluir sem manifestações nas fases iniciais, o que torna a conversa com um médico importante mesmo na ausência de dor ou dificuldade para urinar.
O câncer de próstata é o tumor mais frequente entre homens, excluídos os casos de pele não melanoma. Segundo o urologista Ricardo Brandina, professor adjunto do Departamento de Urologia da PUCPR, a avaliação deve considerar fatores como idade, histórico familiar e condições de saúde, e não apenas os sintomas percebidos.
O risco aumenta com o envelhecimento. Ter pai ou irmão diagnosticado, especialmente antes dos 60 anos, também merece atenção na consulta. Porém, a ausência de casos na família não elimina a possibilidade de desenvolver a doença.
Exames e investigação do câncer de próstata
Para homens sem sintomas, o Ministério da Saúde e o INCA não recomendam o rastreamento populacional, isto é, a realização sistemática de testes em pessoas sem queixas. A decisão sobre exames deve levar em conta possíveis benefícios e riscos, incluindo resultados falsamente alterados e a identificação de tumores que poderiam nunca ameaçar a vida.
Quando indicados, o PSA e o toque retal podem auxiliar na investigação, mas não confirmam isoladamente o diagnóstico. De acordo com o material, alterações no exame de sangue também podem estar ligadas a condições benignas; a confirmação depende de biópsia solicitada conforme avaliação médica.
Sinais urinários precisam de avaliação
Jato urinário fraco ou interrompido, dificuldade para começar a urinar, sensação de esvaziamento incompleto da bexiga, aumento da frequência urinária, urgência, necessidade de levantar à noite e sangue na urina são sinais que devem motivar uma consulta. Essas alterações não confirmam câncer, pois também podem ocorrer em condições benignas.
A incapacidade de urinar, sobretudo com dor na parte inferior do abdome, exige atendimento imediato. Sangue na urina deve ser investigado prontamente, e febre associada a ardência, calafrios ou indisposição requer atendimento rápido, conforme orienta o urologista. Confirmado o diagnóstico, as possibilidades de conduta incluem vigilância ativa em casos selecionados, cirurgia, radioterapia e medicamentos, de acordo com as características do tumor e do paciente.



