Emergência no exterior: como pedir ajuda sem falar o idioma

Especialista em turismo orienta a salvar contatos locais e checar o suporte do seguro-viagem antes do embarque.

Em uma emergência de saúde no exterior, a prioridade é acionar o serviço médico local se houver risco imediato à vida. Para lidar com a barreira do idioma, a especialista em turismo internacional Meg Getz recomenda conhecer os números de emergência do destino e deixar contatos e informações de saúde acessíveis antes da viagem.

Nos países da União Europeia, o número 112 aciona gratuitamente os serviços de emergência; nos Estados Unidos, o número é 911. Segundo o material, o atendimento em outros idiomas depende do país e da disponibilidade dos operadores.

O Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) reconhece que diferenças de idioma, cultura e legislação podem dificultar o acesso à assistência em situações de emergência. “Uma coisa é saber cumprimentar alguém ou pedir uma informação básica em outro idioma. Outra, completamente diferente, é precisar explicar um problema de saúde”, observa Meg.

Quando acionar o seguro-viagem

Se a situação não representar risco imediato à vida, a orientação é entrar em contato com a central de assistência do seguro-viagem. A empresa poderá informar a rede de atendimento e os procedimentos previstos no contrato.

Meg recomenda confirmar previamente se há atendimento em português, quais são os canais de contato e como a assistência funciona no destino. Esse suporte não deve ser presumido, segundo ela.

De acordo com a Superintendência de Seguros Privados (Susep), seguros para viagens internacionais comercializados no Brasil devem oferecer cobertura para despesas médicas, hospitalares e odontológicas, respeitadas as condições contratuais. Os serviços e limites, porém, variam entre os planos. Antes de contratar, é preciso verificar cobertura para urgência, internação, remoção médica e condições preexistentes, quando aplicável, além de entender se haverá pagamento direto ou reembolso.

Informações que vale deixar à mão

A especialista orienta manter no celular os contatos de emergência, o número da seguradora, o endereço da hospedagem e documentos pessoais. Informações sobre alergias e medicamentos de uso contínuo, de preferência em inglês, também podem facilitar a comunicação.

Aplicativos de tradução podem ajudar no primeiro contato, mas, segundo o material, não substituem atendimento profissional nem devem atrasar a busca por socorro.

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