O que é possível mudar no corpo em dez semanas, segundo nutricionista

Amanda Figueiredo defende foco em composição corporal e hábitos sustentáveis, em vez de dietas restritivas para emagrecer.

Em cerca de dez semanas, é possível perceber mudanças no corpo sem recorrer a dietas restritivas, segundo Amanda Figueiredo, nutricionista clínica formada pela USP e pós-graduada em saúde da mulher pela PUC. Para ela, a meta deve priorizar a redução de gordura e de inchaço, com preservação de massa muscular, e não apenas o número na balança.

A especialista afirma que uma perda gradual e sustentável costuma variar entre meio quilo e um quilo por semana, conforme ponto de partida, rotina e perfil hormonal. Ela também cita sinais como roupas vestindo melhor, abdômen menos estufado, mais disposição e sono mais profundo como possíveis indicadores de mudança.

Estratégias indicadas para o período

De acordo com Amanda, incluir proteína em todas as refeições pode contribuir para a saciedade e a preservação da massa muscular. Entre as opções citadas estão ovos, peixes, frango, iogurte natural, tofu e leguminosas.

A nutricionista recomenda reduzir alimentos ultraprocessados e priorizar alimentos in natura ou menos processados. Ela cita a troca de lanches de pacote por fruta com castanhas e de molhos prontos por preparações caseiras como exemplos.

Verduras, legumes, frutas com casca, sementes e grãos integrais também são apontados como fontes de fibras que podem ajudar a regular o intestino e reduzir a sensação de abdômen estufado. Segundo a especialista, o ajuste deve incluir água.

Na atividade física, Amanda destaca a musculação como parte do plano alimentar, enquanto o exercício aeróbico também tem seu lugar. Para ela, o treino de força é importante para estimular a musculatura.

Ela ainda chama atenção para sono, estresse e consumo de álcool. Segundo a nutricionista, noites mal dormidas aumentam a fome e a preferência por alimentos calóricos, e o estresse crônico eleva o cortisol. Já o álcool soma calorias, pode prejudicar o sono e estimular escolhas alimentares menos equilibradas.

Dietas radicais e medicamentos exigem cautela

A especialista alerta que cortes drásticos de calorias, jejuns prolongados sem orientação e dietas da moda podem levar à perda de água e massa muscular. Para Amanda, estratégias de última hora não devem substituir a construção de hábitos duradouros.

Sobre medicamentos à base de agonistas de GLP-1, ela afirma que podem ser indicados em casos específicos, sempre com prescrição e acompanhamento médico. Segundo a nutricionista, a alimentação adequada segue necessária para reduzir a perda de massa muscular e acompanhar a fase de desmame, quando ela aponta risco de reganho de peso.

👁️ 27 visualizações
🐦 Twitter 📘 Facebook 💼 LinkedIn
compartilhamentos

Comece a digitar e pressione o Enter para buscar

Comece a digitar e pressione o Enter para buscar