Livro gratuito aborda o manejo do abdome aberto

Obra em português reúne recomendações para o cuidado de pacientes críticos e foi lançada no Congresso Trauma Brasil 2026, em Porto Alegre.

O livro digital gratuito “Manejo Integral do Abdome Aberto” foi lançado em português durante o XVIII Congresso Brasileiro da SBAIT, o Trauma Brasil 2026, em Porto Alegre. A obra reúne recomendações e recursos práticos voltados ao cuidado de pacientes críticos submetidos à estratégia de abdome aberto temporário.

Liderado editorialmente pelo Dr. Pablo Ottolino e desenvolvido com um conselho de especialistas de diferentes países, o livro tem chancela de seis sociedades científicas. Os coeditores brasileiros Dr. Bruno M. Pereira e Dr. Marcelo A. F. Ribeiro Jr. participaram da sessão de autógrafos realizada no congresso, segundo a Solventum, empresa que apoiou o desenvolvimento da publicação.

Quando o abdome aberto temporário é indicado

Também chamada de peritoneostomia, a estratégia é indicada quando o fechamento fascial imediato não é seguro ou possível. Entre as situações citadas pela obra estão instabilidade fisiológica, necessidade de reexploração, controle incompleto de foco infeccioso, edema visceral importante, hipertensão intra-abdominal e síndrome compartimental abdominal.

De acordo com o material, essa abordagem exige reavaliações frequentes e planejamento precoce do fechamento definitivo devido a riscos como perda de fluidos, retração fascial, fístula enteroatmosférica, infecção persistente e dificuldade para fechar o abdome.

Cuidados reunidos na publicação

O conteúdo aborda estabilização fisiológica, controle da condição abdominal de base e do foco infeccioso, prevenção de complicações, nutrição, suporte intensivo e planejamento do fechamento fascial.

Entre as estratégias apresentadas está o uso de um sistema de terapia por pressão negativa desenvolvido para o abdome aberto. Segundo a fonte, o recurso busca remover fluidos, proteger o conteúdo abdominal, distribuir a pressão negativa de forma controlada e aplicar tensão medial para aproximar as bordas fasciais, contribuindo para preservar a parede abdominal e favorecer o fechamento fascial primário.

A obra propõe ainda uma linha de cuidado multiprofissional, com participação de cirurgiões gerais, profissionais de trauma e emergência, intensivistas, anestesiologistas, infectologistas, enfermeiros, nutricionistas, psicólogos e outros profissionais envolvidos na assistência.

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