Dor persistente: quando procurar avaliação médica

Neurocirurgião aponta piora progressiva, limitação nas tarefas e dor que interrompe o sono como motivos para investigação.

Dor que persiste, piora progressivamente ou dificulta atividades cotidianas deve motivar uma avaliação médica, segundo o neurocirurgião Isaac Bertuol. O especialista também cita dores que interrompem o sono, crises frequentes de enxaqueca, formigamentos e uso constante de analgésicos como situações que merecem investigação.

A dor lombar afetava 619 milhões de pessoas no mundo em 2020 e pode chegar a 843 milhões até 2050, de acordo com a Organização Mundial da Saúde. A OMS classifica a condição como a principal causa de incapacidade no mundo.

Sinais que exigem atendimento de emergência

Alguns sintomas demandam atendimento emergencial, conforme o médico: dor de cabeça súbita e extremamente intensa; dificuldade repentina para falar; perda de força em um lado do corpo; ou alterações no controle da urina e das fezes associadas à dor na coluna.

Para Bertuol, é necessário investigar os sintomas antes de iniciar qualquer procedimento. A avaliação pode orientar a necessidade de exames, ajudar a diferenciar causas musculares e neurológicas e definir abordagens com indicação clínica.

Tratamento depende do diagnóstico e da evolução

Segundo o especialista, a escolha do tratamento considera o diagnóstico, a intensidade dos sintomas, o tempo de evolução e a resposta a cuidados anteriores. Medicamentos, reabilitação, tecnologias e procedimentos intervencionistas podem compor o acompanhamento, conforme a necessidade clínica.

Entre os recursos mencionados estão ondas de choque, laser terapêutico e técnicas de estimulação. As ondas de choque podem ser usadas em determinadas condições musculoesqueléticas, enquanto o laser pode integrar protocolos específicos de reabilitação. Já a estimulação magnética transcraniana tem indicações selecionadas e depende de avaliação especializada.

Esses recursos não devem ser usados indiscriminadamente, ressalta Bertuol. Características da doença, possíveis contraindicações e benefícios esperados precisam ser considerados em cada caso.

Cuidados antes de iniciar um tratamento

O neurocirurgião recomenda buscar a origem da dor, pois sintomas semelhantes podem ter causas distintas. Ele também alerta para evitar a automedicação: o uso frequente de analgésicos e anti-inflamatórios pode causar efeitos adversos e, em algumas situações, agravar dores de cabeça.

O acompanhamento médico periódico permite reavaliar a evolução, ajustar condutas e observar a recuperação de mobilidade e autonomia. De acordo com Bertuol, o planejamento deve respeitar as particularidades de cada paciente, já que diagnósticos semelhantes podem resultar em limitações diferentes.

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