Estudo aponta estresse e ansiedade em 48% dos trabalhadores de Curitiba

Levantamento da QualiBest para o Wellhub ouviu 312 profissionais e identificou distância entre expectativas e benefícios oferecidos.

Estresse, ansiedade, desânimo ou esgotamento emocional são apontados como fatores que prejudicam o bem-estar por 48% dos trabalhadores de Curitiba e região metropolitana, segundo o Mapa do Bem-Estar do Trabalhador Brasileiro. O levantamento foi realizado pela QualiBest a pedido do Wellhub entre 31 de agosto e 10 de setembro de 2026.

Embora 76% dos entrevistados avaliem a qualidade de vida na capital paranaense como boa ou ótima, apenas 46% concordam que suas empresas se preocupam com o bem-estar das equipes. Outros 30% discordam dessa afirmação.

Os desafios emocionais ficaram à frente dos problemas financeiros, citados por 31%, da qualidade do sono, com 27%, do tempo de deslocamento no trânsito, com 20%, e da falta de atividade física, com 19%.

Sintomas relatados no cotidiano de trabalho

De acordo com a pesquisa, 45% relatam ansiedade ou preocupação excessiva de forma frequente ou contínua. Esgotamento emocional ao final do expediente foi citado por 38%, seguido de falta de energia, por 36%, estresse intenso, por 34%, e irritabilidade acima do habitual, por 33%.

A prática de exercícios é regular para 68% dos participantes, com média de 2,9 vezes por semana. Parques e áreas ao ar livre são usados por 38%, enquanto academias de bairro aparecem para 36% e grandes redes de academias para 33%.

Entre quem não pratica atividade física ou faz menos exercício do que gostaria, a falta de tempo foi o principal obstáculo, mencionada por 58%. Dificuldade para estabelecer uma rotina, com 52%, e falta de ânimo ao fim do dia, com 50%, também foram citadas.

Diferença entre benefícios desejados e oferta das empresas

Um em cada quatro profissionais, ou 25%, afirmou não contar com nenhuma iniciativa estruturada de bem-estar na organização onde trabalha. Para 38%, a ausência desses programas é um sinal de falta de cuidado por parte da empresa.

O estudo também encontrou diferenças entre os benefícios desejados e os oferecidos: 39% gostariam de benefícios flexíveis de bem-estar, mas 14% dizem ter acesso a eles. Programas de qualidade de vida e atividade física são desejados por 35% e oferecidos, segundo os participantes, por 21% das empresas. A mesma proporção, 35%, gostaria de apoio psicológico ou atendimento terapêutico, enquanto 21% relatam que esse suporte é disponibilizado.

A pesquisa ouviu 312 homens e mulheres de 18 a 59 anos, moradores de Curitiba e região metropolitana, com vínculo CLT ou contrato PJ exclusivo e pertencentes às classes A, B e C. Segundo a fonte, o levantamento tem nível de confiança de 95%.

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