Estudo associa maior consumo de pornografia a menor satisfação sexual masculina

Meta-análise citada no release encontrou associação negativa entre uso de pornografia e satisfação sexual entre homens; especialista aponta limites.

Um estudo citado pela healthtech Lucy encontrou uma associação negativa entre o consumo de pornografia e a satisfação sexual entre homens: quanto maior o consumo, menor tende a ser a satisfação sexual desse grupo. O resultado é de uma meta-análise intitulada Gender Differences in the Association between Pornography Use and Sexual Satisfaction: Further Meta-Analytic Evidence.

O tema ganha contexto no Brasil, que ocupou a quarta posição entre os países com mais acessos ao Pornhub em 2025, segundo o relatório anual de tendências da própria plataforma. O dado se refere aos acessos ao site e não permite, por si só, medir hábitos individuais ou seus efeitos.

Expectativas e comparação com a vida real

Segundo Lucimar Ghelfi, psicóloga, psicoterapeuta sexual e cofundadora da Lucy, o consumo frequente pode fazer com que imagens de corpos, ereções, duração e práticas apresentadas na pornografia se tornem uma referência para a vida sexual. Para ela, essa comparação pode levar homens a enxergar como falhas variações naturais de ereção, desejo e tempo de relação.

Ghelfi afirma que a insegurança relacionada ao tamanho do pênis, à manutenção da ereção, ao tempo da ejaculação e à resposta da parceira pode ser alimentada por esse parâmetro. Ela também aponta que o estímulo intenso, repetitivo e controlado da tela pode tornar mais difícil a excitação, o prazer ou o orgasmo sem pornografia para algumas pessoas.

Quando buscar avaliação especializada

O release ressalta que dificuldades de ereção e ejaculação precoce não devem ser atribuídas automática ou exclusivamente ao consumo de pornografia, pois podem envolver diferentes fatores físicos e psicológicos. Entre os sinais mencionados estão a percepção de precisar cada vez mais de pornografia para se excitar, a perda de estímulo no sexo fora da tela ou o surgimento de dificuldades que antes não existiam.

Nessas situações, de acordo com a especialista, reduzir o consumo pode fazer parte do processo, mas uma avaliação especializada é importante para identificar os fatores envolvidos e indicar o tratamento adequado. A Lucy informa trabalhar com psicoterapia sexual e outras abordagens conforme as necessidades de cada homem.

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