Ronco com pausas na respiração pode indicar apneia do sono
Cardiologista alerta para a associação da condição com problemas cardiovasculares; encontro gratuito ocorre em 31 de outubro, em Curitiba.
Ronco acompanhado de pausas na respiração, engasgos noturnos, cansaço ao despertar ou sonolência excessiva durante o dia pode ser um sinal de apneia obstrutiva do sono. Segundo o cardiologista Adriano Erlon da Fonseca, do Hospital Cardiológico Costantini, a condição está associada a problemas cardiovasculares, como hipertensão arterial, arritmias e acidente vascular cerebral (AVC).
A apneia obstrutiva do sono ocorre quando há bloqueio parcial ou completo das vias aéreas superiores durante o sono. As interrupções temporárias da respiração podem se repetir ao longo da noite, afetando a oxigenação e a qualidade do descanso.
De acordo com o médico, as quedas recorrentes na oxigenação e os despertares provocados por essas interrupções podem aumentar a atividade do sistema nervoso simpático, favorecer alterações na pressão arterial e sobrecarregar o sistema cardiovascular. Entre os fatores de risco citados estão obesidade, alterações anatômicas das vias respiratórias, envelhecimento e histórico familiar, embora a condição também possa ocorrer em pessoas sem excesso de peso.
Encontro em Curitiba aborda diagnóstico e tratamento
O Hospital Cardiológico Costantini promove, em 31 de outubro de 2026, das 9h30 às 10h30, uma edição gratuita e aberta ao público do Clube do Coração, em Curitiba (PR). O encontro será conduzido por Fonseca e abordará sintomas, fatores de risco, consequências cardiovasculares, diagnóstico e possibilidades de tratamento da apneia do sono.
Segundo o hospital, as opções terapêuticas dependem da gravidade e das características de cada paciente e podem incluir mudanças no estilo de vida, aparelhos intraorais, procedimentos cirúrgicos em situações específicas e equipamentos como CPAP e APAP, que usam pressão positiva de ar para manter as vias respiratórias abertas durante o sono.
Exame domiciliar será apresentado
Durante a atividade, o hospital também apresentará a poligrafia domiciliar tipo 3, exame que estará disponível em breve na instituição. O equipamento portátil registra fluxo de ar, esforço respiratório e níveis de oxigênio no sangue durante o sono, permitindo ao médico avaliar alterações compatíveis com apneia e sua gravidade.
O cardiologista ressalta que o exame domiciliar não substitui a avaliação médica nem é indicado para todos os pacientes. Conforme as condições clínicas e os resultados, pode ser necessária a polissonografia convencional, realizada em ambiente especializado.



