Casinhas de Cultura levaram brincadeiras a 200 comunidades em 2025

Iniciativa apoiada pelo ChildFund Brasil reuniu crianças, famílias e tradições populares em espaços de convivência em diferentes regiões.

Mais de 40 Casinhas de Cultura, fixas e itinerantes, alcançaram cerca de 9,5 mil crianças, adolescentes e familiares em mais de 200 comunidades brasileiras em 2025, segundo o ChildFund Brasil. A iniciativa usa brincadeiras tradicionais, saberes populares e participação comunitária para criar oportunidades de convivência e desenvolvimento infantil.

Criada em 1997 no Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais, a Casinha de Cultura é uma metodologia certificada como tecnologia social pela Fundação Banco do Brasil e está presente em diferentes regiões do país. As atividades incluem jogos coletivos, construção artesanal de brinquedos e valorização de manifestações culturais locais.

De acordo com Maurício Cunha, do ChildFund Brasil, a falta de espaços seguros e de oportunidades de convivência ainda limita o direito de brincar, especialmente em territórios socialmente vulneráveis. Ele também afirma que a participação das famílias nas atividades pode apoiar práticas educativas baseadas no diálogo e no respeito.

Atuação em comunidades de Minas Gerais e do Ceará

Em Minas Gerais, o Projeto Caminhando Junto (PROCAJ) realizou atividades em 11 Casinhas de Cultura de nove municípios do Vale do Jequitinhonha em 2025, alcançando cerca de 4 mil pessoas. Em Itaobim, a Associação da Criança e do Adolescente de Itaobim (ASCAI) chegou a 74 comunidades e beneficiou mais de 1.100 pessoas, segundo a organização.

A metodologia também está presente em Fortaleza, Ocara, Itapiúna, Ibaretama e Limoeiro do Norte, no Ceará. Os chamados brincantes — moradores que ajudam a organizar os encontros — participam da preservação de tradições e da criação das experiências junto às crianças.

Dados sobre violência e uso precoce da internet

Pesquisa divulgada pelo ChildFund Brasil em 2023 indicou que cerca de 70% dos familiares entrevistados concordavam, em alguma medida, que crianças que fazem algo errado devem ser castigadas. No mesmo levantamento, 57,1% reconheciam a palmada como forma de violência.

O release também cita a TIC Kids Online Brasil 2025, segundo a qual 28% das crianças e adolescentes começaram a navegar na internet antes dos seis anos, ante 10% em 2016. Para o ChildFund Brasil, atividades presenciais e coletivas podem diversificar as vivências infantis e estimular a interação social.

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