Pesquisa aponta compras informais de limpeza em 16,2% dos lares
Levantamento da ABIPLA para 2026 indica que 14% dos consumidores alternam canais formais e informais; 84% compram só no mercado formal.
A compra de produtos de limpeza por canais informais está presente em 16,2% dos lares brasileiros e em 22,1% das empresas, segundo a Pesquisa de Informalidade 2026, da Associação Brasileira das Indústrias de Produtos de Higiene, Limpeza e Saneantes de Uso Doméstico e de Uso Profissional (ABIPLA), realizada por meio da Mosaiclab. Em ambos os públicos, 2% compram exclusivamente por canais informais.
Nos lares, 84% dos consumidores compram exclusivamente no mercado formal, enquanto 14% alternam entre canais formais e informais. Entre as empresas, os percentuais são de 78% e 21%, respectivamente. Os dados mostram a convivência entre os dois tipos de compra, de acordo com a entidade.
Índice cresceu nas edições mais recentes
Segundo a pesquisa da ABIPLA, a incidência da informalidade nos lares passou de 11% em 2024 para 14% em 2025 e 16% em 2026. Entre as empresas, o índice foi de 17% para 20% e 22% no mesmo período.
A associação afirma que o fenômeno aparece em diferentes classes sociais e não se limita a pequenos negócios. No recorte empresarial, a maior incidência foi registrada na indústria de transformação, com 42,8%, seguida pelo agronegócio, com 31,3%. Empresas de grande porte tiveram índice de 26%, acima dos 15,7% observados entre microempresas.
Produtos com maior presença de compras informais
No mercado empresarial, a participação de compras informais chegou a 47% entre compradores de detergentes para máquinas de lavar louça e a 46% em desinfetantes para lactários. Nos lares, solvente tipo aguarrás registrou 34%, enquanto limpa-carpetes e diluente tipo thinner alcançaram 33%. Mesmo nessas categorias, a compra formal segue predominante, segundo a ABIPLA.
Com base nos índices identificados e no tamanho estimado dos mercados doméstico e profissional, o Anuário ABIPLA 2026 calculou um teto de exposição econômica à informalidade de cerca de R$ 8 bilhões. A entidade ressalta que o valor não representa faturamento comprovado do mercado informal, mas dimensiona a parcela do mercado exposta, em algum momento, a esse tipo de compra.
Para Jordana Saldanha, presidente-executiva da ABIPLA, o enfrentamento da informalidade envolve fiscalização, informação, acesso a produtos regularizados e condições equilibradas de concorrência.



