Sinais nas mamas que pedem avaliação médica
Nódulos, mudanças na pele ou no mamilo e secreção espontânea devem ser investigados, segundo ginecologista da Afya Pato Branco.
Nódulos na mama ou na axila, alterações na pele, mudanças no mamilo e secreção espontânea são alguns sinais que merecem avaliação médica, segundo a ginecologista Nataly Campos, professora da Afya Centro Universitário de Pato Branco. Essas manifestações não significam necessariamente câncer, mas precisam ser investigadas, sobretudo quando são novas, persistentes ou progressivas.
De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil deverá registrar 78.610 novos casos de câncer de mama por ano no triênio 2026–2028. A doença é o tipo de câncer mais incidente entre as mulheres brasileiras, desconsiderando os tumores de pele não melanoma.
Alterações que não devem ser ignoradas
Além do aparecimento de nódulos, a médica cita mudanças no formato ou no tamanho de uma das mamas, retrações na pele e inversão recente do mamilo. Vermelhidão persistente, inchaço, feridas que não cicatrizam e aparência semelhante à casca de laranja também são sinais que exigem atenção.
Outro alerta é a saída espontânea de secreção pelo mamilo, especialmente quando há sangue e o episódio ocorre em apenas uma mama. Segundo Nataly Campos, algumas alterações podem surgir sem dor; por isso, não é necessário esperar por um nódulo grande para procurar atendimento.
Mamografia não substitui investigação de sintomas
A mamografia é uma ferramenta de rastreamento para identificar alterações em pessoas sem sinais aparentes, explica a ginecologista. Porém, um exame recente não elimina a necessidade de investigar sintomas que apareçam depois.
Diante de um nódulo ou outra alteração suspeita, a orientação da fonte é buscar atendimento médico, independentemente da idade ou da data do último exame. A necessidade de exames complementares deve ser definida conforme cada situação. A recomendação de mamografia periódica pode variar de acordo com diretrizes, idade e risco individual; histórico familiar de câncer de mama ou de ovário pode exigir acompanhamento específico.



