Curva ABC ajuda lojistas de semijoias a planejar estoque
Método organiza produtos conforme a participação no faturamento e pode orientar compras, reposição e exposição das peças.
A curva ABC pode ajudar lojistas de semijoias a decidir quais produtos priorizar nas compras e reposições, com base na participação de cada item no faturamento em um período definido. Segundo Marcos Pertile, sócio-diretor da Mapa da Mina Acessórios, o histórico de vendas, o perfil do consumidor e a função de cada peça devem orientar a formação da coleção.
Na classificação tradicional por faturamento, os produtos são ordenados do maior para o menor valor vendido. Os itens da classe A concentram a maior parcela do faturamento; os da classe B têm participação intermediária; e os da classe C respondem por uma parcela menor. Os limites dependem de cada operação: a regra 80/20 é apenas uma referência, não uma obrigação.
O que cada classe pode indicar
Em um exemplo exclusivamente ilustrativo apresentado pela empresa, uma loja com 100 modelos teria 20 itens na classe A, responsáveis por 80% de um faturamento hipotético de R$ 100 mil. Outros 30 modelos ficariam na classe B, com 15% do total, enquanto 50 itens da classe C representariam 5%. Esses percentuais não são dados de vendas da Mapa da Mina.
A leitura não significa eliminar automaticamente os itens de menor faturamento. Peças da classe C podem atender nichos e compor a identidade da vitrine, mas exigem atenção à quantidade comprada e ao tempo de permanência no estoque. Já produtos com maior peso nas vendas demandam acompanhamento frequente para reduzir o risco de falta de mercadoria, afirma Pertile.
Como fazer a análise de estoque
O lojista pode definir um período, reunir o faturamento de cada produto, ordenar os itens pelo valor vendido e calcular a participação acumulada. A partir daí, pode estabelecer prioridades de reposição, testar combinações e revisar a exposição.
De acordo com a fonte, a curva ABC deve ser analisada junto de margem de lucro, quantidade vendida, sazonalidade e tempo de estoque. Um produto com faturamento alto, por exemplo, não é necessariamente o mais rentável.



