Compra de apartamentos acima de R$ 2 milhões cresce 20% em São Paulo
Guias de ITBI pagas até agosto de 2026 mostram avanço de 20% ante o mesmo período de 2025, acima dos 9,7% do total de apartamentos.
As guias de ITBI pagas na compra e venda de apartamentos com base de cálculo superior a R$ 2 milhões somaram 3.399 na cidade de São Paulo entre janeiro e agosto de 2026. O volume é 20% maior que as 2.842 guias registradas no mesmo período de 2025, segundo levantamento baseado em dados abertos da Prefeitura de São Paulo.
No conjunto de apartamentos, foram 67.207 guias pagas até agosto de 2026, ante 61.287 no mesmo intervalo de 2025, alta de 9,7%. Com isso, a participação dos imóveis acima de R$ 2 milhões passou de 4,6% para 5,1% do total analisado.
Alta foi maior em julho e agosto
A comparação anual indica crescimento de 10% no primeiro trimestre, de 19% no segundo e de 36% no período de julho e agosto. O terceiro trimestre, porém, ainda está incompleto, pois os dados municipais disponíveis vão somente até agosto.
Em julho, foram 519 guias para apartamentos acima de R$ 2 milhões, contra 318 no mesmo mês de 2025. Em agosto, o total passou de 372 para 421, uma alta de 13%.
Prontos e na planta registraram avanço
No acumulado até agosto, as guias relativas a apartamentos prontos nessa faixa de valor cresceram 18%, de 2.355 para 2.787. Entre os imóveis adquiridos na planta, o número passou de 487 para 612, avanço de 26%.
O levantamento também aponta altas acumuladas de 12% nos apartamentos acima de R$ 3 milhões e de 24% naqueles acima de R$ 5 milhões. Segundo a análise, parte do movimento está relacionada à valorização dos imóveis: a mediana do valor por metro quadrado dos apartamentos prontos subiu 3,9%. Descontado esse efeito, o crescimento estimado das unidades acima de R$ 2 milhões é de cerca de 12%.
Fernando Motta, diretor regional da Plaenge em São Paulo, ressalta que a base de ITBI reúne transações nas quais houve recolhimento do imposto, enquanto indicadores de lançamentos acompanham vendas de imóveis novos. Portanto, são recortes diferentes do mercado residencial.
De acordo com a nota metodológica do levantamento, os dados consideram guias pagas de janeiro a agosto de 2025 e 2026, uma guia por unidade no período e a base de cálculo do ITBI, definida pelo maior valor entre a transação declarada e o valor venal de referência.



