Câncer de mama: diagnóstico precoce orienta tratamento
Mastologista Cícero Urban afirma que terapias mais individualizadas buscam preservar a qualidade de vida das pacientes.
O diagnóstico precoce do câncer de mama é um dos fatores que ampliam as possibilidades de tratamento, segundo o mastologista e cirurgião oncológico Cícero Urban. Para ele, investigar sinais e realizar os exames indicados permite identificar a doença e iniciar o cuidado oportunamente.
Urban coordena uma equipe de especialistas em mastologia no Hospital e Maternidade Nossa Senhora de Fátima, administrado pela Unimed Curitiba. De acordo com o médico, a abordagem do câncer de mama tem buscado combinar eficácia e segurança com intervenções menos agressivas e tratamentos mais individualizados, considerando as características e as necessidades de cada caso.
Cirurgia ainda é necessária na maioria dos casos
Apesar dos avanços, a cirurgia ainda é necessária para a maioria das pacientes com câncer de mama, afirma Urban. O procedimento pode acontecer antes ou depois do tratamento sistêmico. Segundo ele, estudos investigam a possibilidade de dispensar a cirurgia em situações específicas no futuro, mas isso ainda não é uma realidade para a maior parte das mulheres diagnosticadas com a doença.
O especialista destaca que a maior parte dos casos ocorre em mulheres acima dos 40 anos. Ele também alerta para informações equivocadas, como a ideia de que uma biópsia poderia espalhar o câncer ou de que buscar um diagnóstico seria prejudicial. “Nós escutamos quase todos os dias que quem procura acha. Na verdade, quem procura acha e cura”, afirma Urban. Segundo ele, quando identificada em estágio inicial, a doença pode ter cura em mais de 90% das vezes.
Hábitos de vida entram na redução de riscos
Além do acompanhamento médico e dos exames de rastreamento, hábitos de vida podem contribuir para reduzir o risco de câncer de mama, de acordo com Urban. O mastologista cita a prática de exercícios físicos, especialmente a musculação, como uma medida que recomenda inclusive a pacientes em tratamento e a mulheres com risco elevado para a doença.



