AVC hemorrágico teve mortalidade hospitalar de 30,8%
Levantamento com internações registradas entre 2020 e junho de 2026 aponta taxa de 11,8% no AVC isquêmico.
O AVC hemorrágico teve mortalidade hospitalar de 30,8% nas internações analisadas pela Plataforma DRG Brasil, enquanto a taxa foi de 11,8% nos casos de AVC isquêmico. Os dados fazem parte de um levantamento do Grupo IAG Saúde com registros de alta entre janeiro de 2020 e junho de 2026, de pacientes a partir de 14 anos.
Foram identificadas 157.685 internações por AVC no período. Desse total, 45,6% foram classificadas como isquêmicas, 18,6% como hemorrágicas e 35,9% como não especificadas. Segundo o levantamento, esses números não devem ser interpretados como tendência de incidência, pois a cobertura da base cresceu ao longo dos anos.
Internações por AVC hemorrágico demandaram mais cuidados intensivos
O AVC hemorrágico ocorre quando há rompimento de um vaso cerebral e sangramento. Já o isquêmico é causado pela obstrução de uma artéria, que impede a passagem de sangue e oxigênio para as células cerebrais.
Nas internações registradas, 67,6% dos pacientes com AVC hemorrágico precisaram de cuidados intensivos, ante 36,5% daqueles com AVC isquêmico. A ventilação mecânica foi utilizada em 39,1% e 12,3% dos casos, respectivamente. A permanência média também foi maior no grupo hemorrágico: 13,2 dias, contra 9 dias no isquêmico.
Pacientes de 14 a 50 anos representaram 24,2% das internações por AVC hemorrágico, proporção superior aos 12,3% observados no AVC isquêmico. No conjunto de todos os registros por AVC, 85,4% ocorreram em pessoas acima de 50 anos.
Custos são estimativas, não despesas realizadas
O custo médio previsto por internação foi estimado em R$ 43.959,29 para o AVC hemorrágico e em R$ 22.117,79 para o isquêmico. Considerando os três grupos de AVC, o custo total previsto foi de R$ 3,82 bilhões. De acordo com a análise, os valores são estimativas padronizadas, calculadas com referências do ano fiscal de 2026, e não representam despesas hospitalares efetivamente realizadas.
A neurologista Sheila Martins, presidente da Rede Brasil AVC, cita como sinais de alerta fraqueza ou formigamento em um lado do corpo, confusão ou alteração da fala, mudanças na visão, desequilíbrio e dor de cabeça súbita e intensa. Diante desses sinais, a orientação da especialista é ligar imediatamente para o SAMU, pelo 192.



