Regra do CFM reforça supervisão médica sobre uso de IA
Resolução em vigor desde agosto prevê avaliação de riscos, governança e monitoramento de sistemas usados por hospitais e clínicas.
A Resolução CFM nº 2.454/2026, em vigor desde agosto, passou a disciplinar o uso de inteligência artificial na medicina. Segundo o material divulgado pela Portal Telemedicina, a norma reforça a supervisão humana, a avaliação de riscos, a governança e a proteção de dados no emprego dessas ferramentas por hospitais e clínicas.
Uma pesquisa da MV Insights com 112 médicos aponta que 66,1% dos participantes usam IA regularmente ou ocasionalmente na prática clínica. O apoio a diagnósticos está entre as principais aplicações citadas no levantamento.
Decisão sobre tratamento permanece com o médico
De acordo com o material, a resolução determina que a decisão final sobre diagnóstico, prognóstico e tratamento permaneça com o médico. O profissional pode discordar das recomendações produzidas pela tecnologia.
Para as instituições de saúde, a regra prevê avaliação de riscos, auditoria, governança e monitoramento. Assim, a análise do sistema não se limita à contratação: hospitais e clínicas precisam acompanhar seu funcionamento após a implantação, os resultados gerados e possíveis falhas que possam afetar o cuidado.
Dados de saúde exigem controles específicos
As informações de saúde são classificadas pela Lei Geral de Proteção de Dados como dados pessoais sensíveis. Por isso, segundo o conteúdo, o uso de IA requer controles de acesso, armazenamento e tratamento dessas informações.
Rafael Figueroa, CEO da Portal Telemedicina, afirma que a escolha de uma solução deve partir do problema clínico a ser resolvido. Segundo ele, é necessário avaliar a finalidade da ferramenta, os dados usados em sua validação, suas limitações e os momentos em que o profissional deve intervir.
O material também destaca a importância de examinar a qualidade e a representatividade das bases utilizadas no desenvolvimento e na validação dos sistemas. Dados incompletos ou pouco compatíveis com a população atendida podem gerar recomendações menos confiáveis e reproduzir vieses no atendimento.



