Como limitar notícias para reduzir a tensão eleitoral
Mentora Kelida Marques sugere pausas, autocuidado e acolhimento emocional; pesquisa da APA apontou estresse entre adultos dos EUA em 2024.
Limitar o consumo de notícias e criar pausas longe das telas são medidas sugeridas pela mentora espiritual e energética Kelida Marques para lidar com a tensão durante períodos eleitorais. Segundo ela, medo, irritabilidade e dificuldade para relaxar podem se intensificar em meio ao volume de informações, discussões políticas e incertezas.
Um levantamento da American Psychological Association (APA), realizado em 2024, mostrou que 69% dos adultos norte-americanos consideravam a eleição presidencial daquele ano uma fonte significativa de estresse. Embora o dado se refira aos Estados Unidos, ele indica como disputas eleitorais podem afetar emocionalmente a população.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) define o estresse como uma resposta natural a situações desafiadoras, mas alerta que, quando excessivo, ele pode afetar sono, concentração e bem-estar físico e emocional. Entre as recomendações citadas pela organização estão manter contato com pessoas de confiança, praticar atividades físicas e limitar as notícias quando elas aumentam o estresse.
Práticas sugeridas para momentos de sobrecarga
Para Kelida Marques, reconhecer o medo não significa perder o controle. “Nem sempre conseguimos controlar o que acontece ao nosso redor, mas podemos aprender a reconhecer o que sentimos e escolher como reagir”, afirma.
Uma das propostas é reservar cinco minutos em um ambiente tranquilo para respirar com calma e repetir mentalmente uma mensagem de acolhimento. A ideia, segundo a fonte, não é eliminar imediatamente as preocupações, mas criar um momento de conexão consigo.
A mentora também sugere transformar um escalda-pés com água morna, em temperatura confortável, em um momento de descanso no fim do dia. “Mais importante do que o ritual em si é a intenção de desacelerar”, diz.
Para o consumo de notícias, a sugestão é testar intervalos de pelo menos 30 minutos sem telas, evitar discussões desgastantes e priorizar fontes confiáveis. Caminhar, brincar com um animal de estimação ou assistir a um filme são exemplos mencionados para redirecionar a atenção.
Outras práticas incluem retomar atividades que despertem boas lembranças, como ouvir músicas marcantes ou assistir a um desenho antigo, e acolher os próprios sentimentos sem culpa ou julgamento. Na abordagem de Kelida, imaginar uma conversa carinhosa consigo em uma fase mais jovem pode ajudar a reconhecer necessidades emocionais.
A espiritualista ressalta que sentir medo, angústia ou desconforto não significa necessariamente estar sob influência espiritual negativa. “Antes de atribuir o que sentimos a fatores externos, é importante olhar para dentro, identificar nossas necessidades e buscar aquilo que nos proporciona acolhimento”, orienta.



