Exercício pode ajudar no tratamento do câncer de mama

Atividade física adaptada pode preservar força e reduzir fadiga, mas deve considerar sintomas e orientações da equipe de saúde.

A atividade física regular está associada a menor risco de câncer de mama e pode ajudar mulheres durante e após o tratamento, especialmente na preservação da força muscular, no condicionamento físico, na fadiga e na qualidade de vida. Os exercícios, porém, não substituem o tratamento médico nem garantem a prevenção ou o não retorno da doença.

Segundo Leandro Twin, professor de Educação Física, especialista em treinamento e embaixador da BlueFit, inserir movimento na rotina não exige treinos intensos nem mudanças radicais. Caminhadas, deslocamentos a pé, bicicleta e exercícios em academia estão entre as possibilidades citadas por ele para reduzir o sedentarismo.

Quanto exercício é recomendado

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), adultos devem realizar de 150 a 300 minutos semanais de atividade aeróbica moderada ou de 75 a 150 minutos de atividade vigorosa. A recomendação também inclui exercícios de fortalecimento muscular em pelo menos dois dias por semana.

Para quem não tem o hábito, Twin orienta começar dentro das próprias possibilidades e aumentar gradualmente frequência e intensidade. “Começar com caminhadas ou treinos mais curtos e ir evoluindo aos poucos pode ser uma maneira mais sustentável de manter a regularidade”, afirma.

Exercícios durante e depois do tratamento

Para mulheres em tratamento contra o câncer de mama, exercícios adaptados às condições clínicas podem preservar a força muscular, melhorar o condicionamento e reduzir a fadiga, segundo o material. Depois do tratamento, o movimento pode contribuir para a recuperação física e a retomada das atividades cotidianas.

O treinamento de força para os braços também pode integrar a recuperação após cirurgia, desde que seja iniciado no momento adequado, com progressão gradual e orientação profissional. Segundo o especialista, os efeitos da cirurgia, quimioterapia, radioterapia e de outros tratamentos variam entre as pessoas; por isso, sintomas, limitações e as orientações da equipe de saúde devem guiar o início ou a retomada dos exercícios.

O material informa ainda que exercícios resistidos progressivos e supervisionados não aumentam o risco de linfedema — inchaço que pode ocorrer por comprometimento da drenagem linfática, inclusive após procedimentos do tratamento. Para quem já apresenta a condição, o treinamento pode ser possível quando adaptado às necessidades individuais e acompanhado por profissionais capacitados.

A atividade física deve fazer parte de cuidados que incluem acompanhamento médico e os exames recomendados para a detecção precoce do câncer de mama.

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