Bebidas concentram 57,9% das dúvidas sobre alimentação infantil

Levantamento do Olá Doutor aponta energéticos, isotônicos e café entre os itens mais pesquisados por pais e responsáveis.

Bebidas concentram 57,9% das buscas sobre o que crianças podem ou não consumir, segundo levantamento do Olá Doutor sobre dúvidas de alimentação infantil no Google Brasil. Energético, isotônico, café, iogurte proteico e cerveja sem álcool estão entre os itens que aparecem nas perguntas mais frequentes.

De acordo com a plataforma, doces representam 16,9% das buscas, seguidos por proteínas (9,7%), frutas (8,3%), sementes e oleaginosas (5%) e temperos e condimentos (2,2%). A metodologia informa que foram consideradas pesquisas feitas entre setembro de 2025 e agosto de 2026, iniciadas pelo termo “criança pode” e variações relacionadas a alimentos, bebidas e suplementos.

Cafeína e bebidas esportivas aparecem entre as buscas

A pergunta sobre energético liderou o ranking citado pela empresa, com 48.630 pesquisas, enquanto café ficou em terceiro lugar, com 20.630. A médica Manoella Ferreira, gestora médica do Olá Doutor, afirma que a cafeína pode provocar agitação, alterações no sono e aceleração dos batimentos cardíacos em crianças e adolescentes.

Também foram registradas 43.130 buscas sobre isotônico. Segundo o material, essas bebidas foram criadas para repor líquidos e sais minerais em atividades intensas e prolongadas; para a maior parte das brincadeiras e esportes infantis, a água é suficiente. O texto alerta ainda para açúcar e sódio em excesso.

Suplementos exigem avaliação individual, diz médica

Whey teve 96.800 buscas, creatina somou 49.890 e melatonina, 61.650, de acordo com o levantamento. O Olá Doutor informa que whey e creatina não são indicados de forma rotineira para crianças e devem ser considerados apenas em situações específicas, com orientação médica. Para melatonina, a recomendação apresentada é avaliação, prescrição e acompanhamento de pediatra ou neuropediatra.

Entre alimentos comuns, o material destaca que o mel não deve ser oferecido a bebês com menos de 1 ano e deve ser evitado em menores de 2 anos. A pipoca exige atenção pelo risco de engasgo, especialmente antes dos 4 anos.

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