Por que experiências imersivas atraem a geração Z
Estudo da McKinsey citado pela Bilheteria Digital aponta que esse público é 1,5 vez mais propenso a visitar atrações do formato.
Experiências imersivas atraem a geração Z porque combinam histórias conhecidas, ambientação e participação do público. Segundo estudo da McKinsey publicado em 2026 e citado pela Bilheteria Digital (BD), consumidores dessa geração são 1,5 vez mais propensos que a população geral a visitar esse tipo de atração.
Esses eventos podem levar o visitante ao universo de uma série, reconstituir um acontecimento histórico ou apresentar a trajetória de artistas. Para a BD, as propostas reúnem narrativa, cenários, memória e interação, criando uma vivência presencial a partir de referências já conhecidas pela televisão, pelos livros ou pela música.
O que é transporte narrativo
Parte do interesse pode ser explicada pelo conceito de transporte narrativo, que descreve o envolvimento com uma história capaz de concentrar a atenção, estimular a imaginação das cenas e criar conexões emocionais com personagens e acontecimentos. O fenômeno foi analisado por Melanie Green e Timothy Brock em estudo publicado em 2000 no Journal of Personality and Social Psychology.
Uma pesquisa de 2025 sobre realidade aumentada aplicada à apresentação de destinos históricos indicou que conteúdos mais vívidos ampliam a conexão com a narrativa e a sensação de presença no ambiente retratado. De acordo com o estudo, o processo também pode estimular o interesse em conhecer outros locais apresentados pela tecnologia.
Experiências em cartaz
Em São Paulo, a Black Mirror Experience mantém sessões até 31 de outubro de 2026. Nela, grupos de até seis participantes percorrem cenários físicos e usam realidade virtual para tomar decisões que podem mudar o desenvolvimento e o desfecho de uma narrativa original da série.
Já Titanic: Uma Viagem Imersiva estreou em Curitiba em 18 de setembro, com artefatos, recriações de ambientes e recursos audiovisuais. A Elvis Exhibition chega a Porto Alegre em 2 de outubro, enquanto a experiência Capela Sistina de Michelangelo segue em cartaz até 31 de outubro.
Segundo Guilherme Feldman, CEO da BD, curiosidade, interesse histórico, nostalgia, arte e identificação com determinados universos podem motivar diferentes públicos a participar dessas atrações.



