Namata celebra 10 anos com debate sobre a Amazônia no Paraná

Encontro em São José dos Pinhais reuniu especialistas, lançou o livro Ecos do Antropoceno e apresentou menu com ingredientes amazônicos.

O Espaço Namata celebrou dez anos de atuação com um encontro sobre conservação da Amazônia em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Realizada no sábado (17), a programação reuniu debate com especialistas, lançamento de livro e um almoço com ingredientes associados à gastronomia amazônica.

Participaram do encontro o pesquisador Beto Veríssimo, a antropóloga Mary Allegretti e o ambientalista Luiz Villares, que lançou Ecos do Antropoceno, publicado pela Casa Matinas. Segundo o material do Namata, a conversa abordou as relações entre conservação, economia, qualidade de vida e as condições de quem vive na floresta.

Veríssimo tratou da presença humana na Amazônia e da relação entre a floresta, a circulação de umidade e o regime de chuvas. De acordo com o pesquisador, a combinação de desmatamento e aquecimento compromete as condições que sustentam a própria floresta e amplia preocupações com secas, escassez de água e impactos na produção agrícola.

Mary Allegretti destacou a contribuição de moradores e povos originários para a conservação dos territórios amazônicos. A antropóloga defendeu que a proteção da floresta também envolve questões como acesso a escola, saúde, investimento e oportunidades para as comunidades locais.

Menu reuniu ingredientes de comunidades amazônicas

O almoço incluiu preparos como pato no tucupi, tambaqui selvagem assado, moqueca vegana de banana-da-terra e palmito, além de sobremesa com cacau, coco, cupuaçu e castanha. Segundo o espaço, o pirarucu selvagem foi manejado por comunidades ribeirinhas e fornecido pela Associação dos Produtores Rurais de Carauari (ASPROC), enquanto o tucupi preto veio da comunidade indígena Wapixana, em Roraima.

O menu foi concebido pelos proprietários com o cozinheiro líder Marco Antonio Barros e teve coautoria de Roberto Smeraldi, fundador da ArteSã. Fernando Allegretti, sócio-fundador do Namata, afirmou que a proposta é aproximar o público do Sul dos ingredientes, produtores e histórias da Amazônia.

O Namata foi criado por Fernando Allegretti e pela arquiteta Liliane Robacher para receber eventos sociais e corporativos. De acordo com o material, o projeto foi construído sem derrubar árvores existentes no terreno, onde há araucárias; o local comporta até 200 pessoas.

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