Quando o cooktop de indução faz sentido na cozinha
Arquiteta Natália de Souza aponta critérios de uso, instalação elétrica e escolha da bancada para o equipamento.
O cooktop de indução pode ser uma alternativa para cozinhas compactas, integradas à área social ou sem infraestrutura para gás, desde que a escolha considere a rotina dos moradores e seja prevista no projeto elétrico. As orientações são da arquiteta Natália de Souza, do escritório ResiliArt Arquitetura.
Segundo a profissional, o equipamento não tem chama aberta, é fácil de limpar e está disponível em versões compactas, com uma ou duas bocas. Para ela, essas características podem favorecer projetos com pouco espaço e cozinhas integradas, além de contribuir para uma estética mais discreta na bancada.
Quantidade de bocas deve acompanhar a rotina
Natália de Souza afirma que o tamanho do cooktop deve ser definido pelos hábitos de quem mora na casa, e não apenas pela metragem disponível. Para uma pessoa que cozinha pouco em casa, por exemplo, um modelo de duas bocas pode atender à demanda e liberar área de bancada para o preparo dos alimentos.
Em casas com crianças, a arquiteta observa que modelos com travas de segurança podem trazer mais tranquilidade. A ausência de chama aberta também é apontada por ela como um aspecto relevante para esse perfil de uso.
Instalação elétrica deve ser planejada
De acordo com a arquiteta, versões de embutir normalmente exigem circuito exclusivo com aterramento, fiação e disjuntor dimensionados por profissional especializado. A tensão e o tipo de conexão devem seguir as orientações do manual do fabricante, sem uso de tomada incompatível.
O ponto de energia pode ficar dentro da marcenaria, desde que permaneça acessível para manutenção e não prejudique gavetas nem a ventilação do equipamento. A avaliação prévia do modelo e da instalação elétrica, segundo Natália, ajuda a evitar reformas e gastos posteriores.
Bancada e panelas também entram na escolha
A escolha do cooktop influencia a especificação da bancada. Natália indica que a superfície precisa ser reforçada e resistente a altas temperaturas; entre as opções citadas por ela estão o granito e as lâminas sinterizadas. A profissional ressalta a necessidade de conferir espessura, recortes e afastamentos exigidos pelo fabricante.
As panelas também precisam ser compatíveis com a indução. Segundo a arquiteta, devem ter fundo magnético, como determinados modelos de alumínio ou inox, ou ser de ferro fundido e aço carbono.



