Nanobiovidro entra em produção para testes nos Estados Unidos
Segundo a Livitah Life Sciences, pasta injetável de vidro bioativo será avaliada antes de eventual comercialização para ortopedia e odontologia.
A Livitah Life Sciences iniciou, em Meriden, Connecticut, nos Estados Unidos, a produção dos primeiros lotes de um nanobiovidro voltado a futuras aplicações em cirurgias ortopédicas e odontológicas. Segundo a empresa, o material é uma pasta injetável feita com partículas nanométricas de vidro bioativo e ainda será submetido a ensaios de laboratório e ao processo regulatório americano antes de uma possível comercialização.
A companhia foi fundada pelo engenheiro Marcio Livio Serpa e informa que a coordenação técnica dos lotes iniciais é de Paulo Ferreira, engenheiro e doutor pela Unicamp. De acordo com a Livitah, Ferreira ficará à frente da produção e dos primeiros testes laboratoriais, enquanto Serpa conduz as frentes de negócios, investimentos e regulação.
Material busca padronização para uso futuro
O vidro bioativo é usado há décadas como substituto de enxerto ósseo. Segundo o material divulgado pela empresa, ele reage com fluidos do organismo e libera íons de cálcio e fósforo, processo associado à formação de hidroxiapatita. A proposta da Livitah é controlar o tamanho e o formato das partículas e fornecer o produto pronto para aplicação como pasta injetável.
“Quanto menor e mais regular a partícula, melhor o organismo responde a ela. O que precisamos agora é demonstrar isso em laboratório, com método e repetibilidade, lote após lote”, afirma Ferreira, em declaração enviada pela empresa. A expectativa de melhor osteointegração, porém, ainda depende dos testes previstos.
Produto ainda passa por avaliação regulatória
Segundo a Livitah, o nanobiovidro é tratado pela FDA, agência reguladora dos Estados Unidos, como dispositivo médico de classe 2. A empresa afirma que precisará comprovar segurança e eficácia antes de disponibilizar o produto a cirurgiões e projeta investir cerca de US$ 200 mil em consultorias e testes nesta etapa.
A fábrica foi inaugurada em junho, segundo a companhia, que declara ter captado cerca de US$ 1 milhão com investidores brasileiros e americanos. A Livitah também informa ter contratado a UConn Health, centro de saúde da Universidade de Connecticut, para atividades de pesquisa e desenvolvimento.



