13 cuidados de saúde para acompanhar cada fase da vida
Médicos de diferentes especialidades destacam sinais de atenção e a importância de avaliações individualizadas.
A prevenção em saúde deve considerar idade, histórico clínico, sintomas e fatores de risco, sem pressupor que todas as pessoas necessitem dos mesmos exames ou especialistas. Em material enviado à imprensa, médicos de 13 áreas reuniram orientações para diferentes momentos da vida.
Cuidados desde a infância
Nos primeiros meses de vida, mudanças na respiração, dificuldade para mamar e febre exigem atenção especial, segundo a pediatra Renata Castro. A médica cita ambientes ventilados, higiene das mãos e redução do contato com pessoas doentes como medidas importantes.
Na infância, o acompanhamento não se limita a peso e altura: linguagem, comportamento, interação, alimentação e sono também devem ser observados, afirma a pediatra Ana Carolina Viégas. Já na vida adulta, dor persistente, formigamento ou perda de força nas mãos precisam de investigação, de acordo com o ortopedista André Pires. Ele aponta que ergonomia e menos movimentos repetitivos podem ajudar em desconfortos ligados ao uso de telas.
Pele, cabelos, fertilidade e metabolismo
Para a dermatologista Tatyana Braga, proteção solar, hidratação e produtos adequados ajudam a preservar a barreira cutânea; o excesso de cosméticos pode causar irritação. Alterações persistentes nos cabelos também devem ser avaliadas, pois a queda capilar pode ter causas nutricionais, metabólicas ou alopecias específicas, segundo a médica Karla Fonseca.
A ginecologista Larissa Abib Daun afirma que o congelamento de óvulos pode ser uma opção para determinadas mulheres, mas não garante gestação futura. Após os 40 anos, sintomas, hábitos, condições metabólicas e mudanças hormonais devem ser considerados individualmente, diz o médico Marco Vilarinho.
Durante o emagrecimento, a médica Bruna Manes recomenda avaliar a composição corporal e combinar alimentação adequada com exercícios de resistência para proteger a musculatura. A esteatose hepática metabólica pode não apresentar sintomas e, em alguns casos, evoluir para inflamação e fibrose, alerta a cirurgiã Flávia Feier.
Sintomas que merecem avaliação
Inchaço, peso ou desconforto persistente nas pernas devem ser avaliados para identificar a causa, orienta a cirurgiã vascular Janduy Gil de Sousa. Dificuldade para urinar, urgência e maior frequência urinária também não devem ser tratados como consequência inevitável do envelhecimento, afirma o urologista Mark Neumaier.
Segundo o urologista Mauricio Zambaldi Tunes, disfunção erétil recorrente pede investigação de causas e de fatores de risco como hipertensão, diabetes e alterações do colesterol. Por fim, a anestesiologista Diana Carvalho De Paola ressalta que sedação ambulatorial requer avaliação prévia, equipe qualificada, monitoramento e estrutura preparada para intercorrências.



