Menopausa acelera perda óssea nos primeiros cinco anos
Estudo australiano com 287 mulheres e especialistas de laboratórios da Dasa explicam fatores de risco, exames e cuidados para a saúde óssea.
A perda de massa óssea pode se acelerar nos primeiros cinco anos após a menopausa, segundo estudo da Universidade Deakin, na Austrália, publicado em junho de 2025 na revista Calcified Tissue International. A pesquisa analisou dados de 287 mulheres que relataram menopausa recente e observou maior perda óssea na coluna lombar e no antebraço nesse período.
De acordo com o ginecologista Jaime Kulak, do Laboratório Frischmann Aisengart, marca da Dasa no Paraná, a redução do estrogênio na menopausa influencia a renovação dos ossos. “A menopausa não causa a osteoporose sozinha, mas acelera um processo que já está em curso”, afirma o médico.
Estudo observou aumento de osteopenia e osteoporose
Segundo os pesquisadores australianos, a proporção de participantes com osteopenia e osteoporose cresceu conforme aumentava o tempo desde a última menstruação: menos de cinco anos, de cinco a dez anos e mais de dez anos. Entre as usuárias de terapia hormonal, o estudo não identificou diferença entre esses períodos. A indicação desse tratamento, porém, deve ser individualizada em avaliação médica, informa a fonte.
Kulak aponta alimentação, níveis adequados de vitamina D e exercícios com carga como pilares do cuidado. As diretrizes citadas no material indicam de 1.000 a 1.200 miligramas de cálcio ao dia para mulheres na pós-menopausa, preferencialmente pela alimentação. Leite e derivados, sardinha e outros peixes consumidos com espinha, vegetais verde-escuros, tofu e oleaginosas estão entre as opções mencionadas.
A endocrinologista Cristina Khawali, gerente médica do Laboratório Santa Luzia, marca da Dasa em Santa Catarina, ressalta que a vitamina D participa da absorção do cálcio. Segundo ela, exames de sangue podem identificar eventual deficiência e a reposição, quando necessária, deve ser prescrita.
Densitometria confirma o diagnóstico
De acordo com as especialistas ouvidas, a densitometria óssea é o exame usado para confirmar o diagnóstico de osteoporose. Ela costuma ser indicada a partir dos 65 anos ou antes, na pós-menopausa, quando há fatores de risco como menopausa precoce ou antecipada, baixo peso, tabagismo, uso prolongado de corticoide e histórico familiar de fratura de quadril.
Dados do DATASUS reunidos em estudo publicado em 2025 mostram 45.448 internações de idosos por fratura de fêmur no Paraná entre 2013 e 2023; 67,6% dos pacientes eram mulheres. Em Santa Catarina, foram 25.055 internações no mesmo período, com 70,8% de mulheres. Os números se referem a internações por fratura de fêmur e não medem a ocorrência de osteoporose.
Para Khawali, pessoas com fatores de risco devem conversar com ginecologista ou médico de referência para definir o momento dos exames e um plano de prevenção.



