Automação amplia em 300% as vendas de hotéis em agências
Segundo a Larian Group, ferramenta de pós-venda usa dados da viagem para oferecer serviços após a emissão de passagens.
Uma automação de pós-venda voltada a agências de viagens registrou aumento de 300% nas vendas de hotéis de um mês para outro, segundo dados da Larian Group. Em operação há três meses, a ferramenta usa informações da reserva para oferecer hospedagem e outros serviços após a emissão da passagem aérea.
De acordo com a empresa, a solução conecta consolidadoras, agências e passageiros em uma operação B2B2C. A proposta é ampliar a receita por viajante sem que o agente precise acessar diferentes plataformas ou fazer cada oferta manualmente.
Vendas cruzadas ainda têm baixa adesão, segundo a empresa
Em levantamento da Larian sobre uma carteira de 11.437 agências, 1.298, cerca de 11%, realizavam vendas cruzadas de serviços aéreos e terrestres. Outras 2.266, aproximadamente 20%, comercializavam apenas passagens aéreas, segundo a companhia.
Para Bruno Bazoti, fundador e CEO da Larian Group, o período posterior à emissão do bilhete pode concentrar oportunidades para hospedagem, seguros, passeios e serviços relacionados à viagem. “A passagem costuma encerrar o trabalho ativo do agente, embora para o passageiro a viagem esteja apenas começando”, afirma.
Comunicações usam dados já disponíveis na reserva
Segundo a Larian, após a compra da passagem, o viajante recebe pelo WhatsApp comunicações com a identidade visual da agência responsável pela venda. A automação usa dados como destino e situação do voo para enviar lembretes de check-in, informações de viagem e ofertas complementares.
A empresa informa que as taxas observadas nas operações de venda cruzada variam de 3% a 10% por transação, conforme o serviço e as condições comerciais. A oferta automatizada de seguros, ainda segundo a companhia, começa a ser incorporada à operação neste mês.
A Larian afirma ter cadastrado 3 mil agências nos últimos 60 dias, chegando a cerca de 5 mil conectadas à tecnologia. A operação processaria aproximadamente 100 mil bilhetes mensais e já teria superado R$ 100 milhões em GMV — valor bruto de mercadorias — em um único mês.
O contexto coincide com a alta do fluxo aéreo no país. Segundo o Ministério de Portos e Aeroportos, com base em dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), 11,9 milhões de passageiros utilizaram voos domésticos e internacionais no Brasil em julho, maior volume para o mês desde o início da série histórica, em 2000.



