Produtor Paiter Suruí vence concurso de Robusta Amazônico com 91,11 pontos
Concurso Tribos 2026, realizado em Cacoal (RO), premiou cafés indígenas e informou a compra de sacas por até R$ 5 mil.
O produtor Manasses Oykoeter Suruí, do povo Paiter Suruí, venceu a 8ª edição do Concurso Tribos 2026 com um microlote de Robusta Amazônico avaliado em 91,11 pontos. A premiação foi realizada em Cacoal (RO) pela Rituais Cafés Especiais, marca do Grupo 3corações.
Segundo a Rituais Cafés Especiais, 150 amostras participaram desta edição, que registrou recordes de inscrições, de participação de mulheres indígenas e de cafés com mais de 90 pontos na história do concurso. A empresa informa que, em 2026, a disputa passou a contar com a chancela da Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA).
De acordo com o Grupo 3corações, as sacas do lote campeão foram compradas por R$ 5 mil cada. Manasses Oykoeter Suruí recebeu ainda R$ 25 mil em premiação extra. O segundo colocado, Joel Oyyeter Suruí, obteve 90,68 pontos; o terceiro, Goemanhama Rifate Suruí, alcançou 90,57 pontos.
Projeto reúne 169 famílias
Segundo a empresa, o Projeto Tribos reúne 169 famílias de 35 aldeias e sete etnias nas Terras Indígenas Sete de Setembro e Rio Branco, em Rondônia. O projeto afirma reverter integralmente seu lucro às comunidades e estima alcançar cerca de 2 mil indígenas.
O Grupo 3corações informa que adquiriu mais de 730 toneladas de café das comunidades parceiras desde 2019 e que garante a compra de toda a safra, com preços definidos conforme a qualidade dos lotes. Os dados são da companhia e não representam verificação independente.
Além do concurso de qualidade, a programação incluiu a Copa Barista e a Copa Harmonizações. Segundo a organização, 56 jovens indígenas foram formados nas duas edições da Copa Barista. Na competição de receitas de 2026, Thomas Oypagawaromb Flegler Suruí, de 19 anos, e Pamasoe Sameiwai E Waled Ibikayed Estéfane Suruí, de 24 anos, foram os vencedores.
Para o campeão, o resultado reconhece o trabalho familiar do plantio à colheita. “É uma grande alegria para mim e para a minha família, porque é o resultado de um trabalho que fazemos desde o plantio até a colheita, até chegar à xícara”, afirmou Manasses Oykoeter Suruí, segundo o material divulgado pela empresa.



