Networking: escuta e continuidade fortalecem conexões profissionais

Especialista Catarina Marcato defende que relações de confiança podem ser mais relevantes que acumular contatos em eventos.

Construir conexões profissionais que ultrapassem a troca de cartões e contatos é o foco das orientações de Catarina Marcato, especialista em oratória e linguagem corporal e fundadora da Marcato Oratória. Segundo ela, escuta ativa, autoconhecimento e continuidade no contato podem tornar encontros de networking mais significativos.

Em ambientes de negócios, é comum que apresentações rápidas e abordagens voltadas à venda resultem em muitos novos números salvos, mas poucos vínculos duradouros. Para Marcato, a qualidade das conexões depende de conhecer histórias, desafios e objetivos da outra pessoa, em vez de concentrar a conversa apenas em interesses comerciais imediatos.

Escuta ativa pode aprofundar a conversa

De acordo com a especialista, saber apresentar a própria trajetória é importante, mas ouvir também ajuda a identificar interesses em comum, desafios e possíveis oportunidades de colaboração. Perguntas sobre projetos, mercado e objetivos profissionais podem abrir espaço para uma conversa menos automática.

Marcato afirma que relações profissionais consistentes envolvem confiança, reciprocidade e continuidade. A intenção comercial não precisa ser abandonada, mas, segundo ela, raramente uma parceria ou indicação se sustenta somente em uma necessidade imediata.

Autoconhecimento e comunicação no networking

A especialista observa que pessoas se comunicam de formas diferentes: algumas iniciam conversas com facilidade, enquanto outras preferem interações mais reservadas ou precisam de mais tempo em ambientes desconhecidos. Em sua metodologia, Marcato usa perfis comunicacionais como referência para reconhecer tendências, potencialidades e aspectos a desenvolver.

A proposta, segundo ela, não é enquadrar pessoas em categorias rígidas. Um profissional reservado pode criar maneiras de iniciar conversas coerentes com sua personalidade; alguém mais expansivo pode exercitar a escuta e evitar monopolizar as interações.

Tom de voz, ritmo da fala, expressões faciais, postura e contato visual também participam da comunicação em encontros profissionais, afirma Marcato. Ela acrescenta que desenvolver a oratória inclui explicar o próprio trabalho com clareza, formular perguntas relevantes e adaptar a abordagem à reação de quem ouve.

O vínculo continua após o evento

Para a especialista, uma conversa pode abrir caminho para um relacionamento, mas o contato posterior ajuda a consolidá-lo. Retomar um tema discutido, compartilhar uma informação pertinente, apresentar pessoas que possam colaborar ou acompanhar um projeto mencionado são possibilidades citadas por ela.

Marcato recomenda que o resultado de um evento não seja medido apenas pelo número de contatos obtidos, mas também pela relevância das conversas e pelos vínculos que merecem ser cultivados.

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