INCA estima 78,6 mil casos anuais de câncer de mama até 2028
Projeção para 2026 a 2028 reforça informação sobre redução de riscos, sinais de alerta e rastreamento no SUS.
O Brasil deve registrar 78.610 novos casos de câncer de mama feminina por ano entre 2026 e 2028, segundo estimativa do Instituto Nacional de Câncer (INCA). O número é uma projeção para o triênio e reforça a importância de informação, diagnóstico precoce e acesso à investigação e ao tratamento.
Os dados constam na síntese de estimativas do INCA. De acordo com o ginecologista Alfonso Massaguer, a redução de riscos e a detecção precoce são medidas diferentes: hábitos saudáveis podem ajudar a diminuir fatores modificáveis, enquanto a mamografia busca identificar alterações em fases iniciais.
Hábitos podem contribuir para reduzir riscos
Segundo Massaguer, praticar atividade física regularmente, manter um peso saudável e evitar bebidas alcoólicas são medidas que contribuem para reduzir o risco de câncer de mama. O médico também cita a priorização de frutas, verduras, legumes, feijões e cereais integrais, com redução do consumo de ultraprocessados, além de não fumar.
O câncer de mama não tem causa única. Idade, histórico familiar e fatores genéticos e hormonais podem influenciar seu desenvolvimento, conforme explica o ginecologista. Por isso, uma rotina saudável não elimina a necessidade de acompanhamento conforme a orientação profissional.
Alterações nas mamas precisam de avaliação
Observar as mamas no cotidiano pode ajudar a perceber mudanças, mas não substitui os exames indicados ou a avaliação profissional, de acordo com Massaguer. Caroço na mama ou axila, mudança no formato da mama, retração do mamilo, pele com aspecto de casca de laranja e saída espontânea de líquido pelo mamilo, especialmente com sangue, são sinais que precisam ser investigados.
Essas alterações podem ter causas benignas, mas a avaliação não deve ser adiada. A ausência de dor, ressalta o médico, não descarta a doença.
Rastreamento no SUS
A orientação vigente do Ministério da Saúde para o rastreamento de rotina no SUS, segundo o material enviado, é a mamografia a cada dois anos para mulheres de 50 a 74 anos sem sinais ou sintomas suspeitos. Mulheres de 40 a 49 anos e acima de 74 anos podem acessar o exame por demanda após orientação profissional sobre benefícios e riscos.
Na presença de sintomas, a avaliação deve ser feita independentemente da idade ou da data da última mamografia. Mulheres com risco elevado podem precisar de acompanhamento individualizado, considerando histórico familiar e outros fatores clínicos.



