Unicamp relata redução de 30% em custos de TI após migrar sistema hospitalar para a nuvem
Segundo a dataRain, projeto do sistema AGHUse também reduziu pela metade os servidores físicos e ampliou recursos para usuários.
A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) reduziu em 30% os custos globais de infraestrutura de TI associados ao sistema AGHUse após migrar a operação para a nuvem da Amazon Web Services (AWS), segundo a consultoria dataRain. De acordo com a empresa, a iniciativa envolveu o sistema de Aplicativos de Gestão Hospitalar para Uso em Hospitais Universitários, usado na rotina médica e administrativa da rede hospitalar ligada à universidade.
Segundo a dataRain, o projeto foi realizado por uma equipe formada por profissionais da consultoria, da AWS e das áreas técnica e funcional da Unicamp. A empresa informa que o ambiente de homologação e testes foi disponibilizado em poucas semanas, etapa que permitiu validar aplicações e transferir a gestão da nova infraestrutura à equipe da universidade.
Indicadores informados após um ano
Após um ano de operação consolidada, a dataRain afirma que a plataforma passou a funcionar com metade dos servidores físicos antes necessários. Ainda segundo a consultoria, a mudança manteve a performance do sistema e ampliou em 40% a oferta de recursos aos usuários.
A empresa também relata aumento de 60% na produtividade do time de TI da Unicamp na gestão do AGHUse em comparação com o ambiente anterior. De acordo com a dataRain, integrações e automações sem servidor contribuíram para dar mais agilidade ao desenvolvimento e à publicação de novas funcionalidades.
“Trouxemos modernidade e a possibilidade de ter um sistema flexível, em que você paga pelo quanto usa. Hoje estamos entre metade e um terço do que tínhamos previsto. Esses saltos de qualidade em geral acontecem num horizonte maior. Aqui aconteceram em um ano”, afirmou Ricardo Dahab, diretor executivo de TI e Comunicação da Unicamp, em material divulgado pela dataRain.
Os resultados são informações fornecidas pela dataRain e por representantes envolvidos no projeto; o material não apresenta auditoria independente dos indicadores. Para redes públicas de saúde, o caso ilustra como a migração de sistemas críticos para a nuvem pode alterar custos, capacidade computacional e processos de gestão, desde que haja planejamento técnico e acompanhamento operacional.



