Teste SAMU orienta reconhecimento rápido de sinais de AVC
Protocolo com sorriso, abraço, música e urgência ajuda a identificar alterações e acionar o atendimento de emergência.
O teste SAMU — sorriso, abraço, música e urgência — pode ajudar a reconhecer rapidamente sinais suspeitos de acidente vascular cerebral (AVC) e a acionar o atendimento de emergência, segundo o neurocirurgião Renato Andrade, médico do Hospital Evangélico de Sorocaba (HES). Diante de qualquer alteração observada, a orientação do protocolo é ligar para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), no número 192.
De acordo com Andrade, paralisia súbita, dor de cabeça intensa e confusão mental estão entre os sinais que podem ocorrer em um AVC. O médico também cita dormência ou dificuldade para manter a sensibilidade normal em um braço, uma perna ou em um lado do corpo. Segundo ele, a rapidez no reconhecimento é importante para que a pessoa receba atendimento o quanto antes.
Como aplicar o teste SAMU
- S — Sorriso: peça para a pessoa sorrir e observe se os dois lados do rosto se movimentam ou se há dificuldade nos lábios de um dos lados.
- A — Abraço: peça que levante os dois braços, como se fosse abraçar alguém, e observe se consegue mantê-los elevados ou se há dificuldade de movimento em um deles.
- M — Música: peça para repetir uma frase ou falar uma música conhecida e observe se há dificuldade para falar ou compreender.
- U — Urgência: se houver algum desses sinais, ligue imediatamente para o SAMU, pelo 192.
Segundo o médico do HES, o AVC tem uma chamada “janela terapêutica”, intervalo entre o início dos sintomas e a realização do tratamento. Andrade afirma que, para o uso de medicamento trombolítico destinado a dissolver o coágulo responsável pelo entupimento de uma artéria no cérebro, o prazo citado é de até quatro horas e meia. A indicação e a possibilidade de cada tratamento, porém, dependem de avaliação médica do caso.
Na prevenção, Andrade recomenda controlar fatores de risco modificáveis, como hipertensão arterial e diabetes, evitar o tabagismo e praticar atividade física regularmente. De acordo com ele, consultas de rotina ajudam a mapear riscos individuais, incluindo obesidade, sedentarismo, histórico familiar e doenças que favorecem a coagulação.



