Automedicação em idosos pode atrasar diagnóstico de causas de dor, alerta especialista

Dr. Leandro Miranda explica por que dor não é normal no envelhecimento e destaca importância do acompanhamento médico individualizado

A automedicação frequente com analgésicos e anti-inflamatórios pode mascarar sintomas e atrasar o diagnóstico de causas de dor em idosos, alerta o Dr. Leandro Miranda, especialista em Medicina da Dor. Segundo ele, a dor recorrente é um dos principais motivos que levam idosos a usar medicamentos por conta própria, o que pode impedir a identificação da origem do problema.

De acordo com o especialista, condições como artrose, artrite, alterações na coluna, fibromialgia e problemas musculoesqueléticos são causas comuns de dor persistente em pessoas idosas. “A frequência, intensidade, duração e interferência da dor na rotina são informações essenciais para a avaliação médica”, explica Dr. Leandro Miranda, que é especialista pela USP e membro da Sociedade Brasileira de Regeneração Tecidual (SBRET) e da International Association for the Study of Pain (IASP).

Desde 1996, a dor é reconhecida como o quinto sinal vital, ao lado da temperatura, pressão arterial, frequência cardíaca e respiratória, reforçando sua importância na avaliação da saúde. O médico destaca que um único procedimento ou medicamento raramente resolve a dor crônica, e que o tratamento deve ser individualizado, considerando fatores como sono, alimentação, atividade física e outras condições de saúde.

“Medicamentos podem fazer parte do tratamento quando indicados, mas não devem substituir a investigação da causa da dor nem o acompanhamento clínico regular”, afirma Dr. Leandro. Ele ressalta que a prevenção e o acompanhamento multidisciplinar são fundamentais para o sucesso do tratamento, que pode envolver nutricionista, psicólogo e educador físico.

Dr. Leandro desenvolveu o método Ever Living, que integra medicina regenerativa e integrativa em quatro fases: restauração, sustentação, lapidação e manutenção. A primeira etapa foca no controle da dor com recursos como ondas focais, laser de alta potência e bloqueios, conforme avaliação médica. O tratamento é ajustado conforme a evolução do quadro e as necessidades do paciente.

O especialista reforça que a dor não deve ser considerada uma consequência natural do envelhecimento. Quando a dor é frequente, persiste por semanas ou interfere nas atividades diárias, é essencial buscar avaliação médica para identificar a causa e definir um tratamento adequado, visando preservar a mobilidade, autonomia e qualidade de vida.

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