Pesquisa revela que 42,9% dos brasileiros veem comunidades como apoio em momentos difíceis
Estudo da PiniOn mostra que grupos pequenos e interesses compartilhados fortalecem vínculos e influenciam hábitos
Uma pesquisa realizada pela PiniOn com 1.500 brasileiros revela que 42,9% dos entrevistados consideram que participar de comunidades ajuda a enfrentar momentos difíceis, segundo o estudo “Pertencimento & Comunidade”. O levantamento mostra que o sentimento de pertencimento está mais ligado ao tipo de vínculo do que à frequência social ou ao tamanho do grupo.
De acordo com Matheus Magnus, Head de Negócios da PiniOn, 53,3% dos participantes preferem comunidades com até dez pessoas, valorizando ambientes menores que favorecem uma convivência mais pessoal e identificação entre os integrantes. Além disso, 48,4% consideram muito importante ter com quem compartilhar seus interesses.
O estudo também aponta que 37,3% dos entrevistados afirmam conseguir ser mais eles mesmos dentro das comunidades, e 28,5% dizem que as recomendações desses grupos influenciam muito suas decisões de compra. Entre os jovens de 18 a 25 anos e homens, 13,1% relatam gastar mais com hobbies por fazerem parte de uma comunidade.
Sobre a frequência de encontros presenciais, 31,8% afirmam encontrar amigos todos os dias, comportamento mais comum entre homens e jovens de 18 a 25 anos. No entanto, essa frequência não garante satisfação social: apenas 37,1% estão muito satisfeitos com a vida social, índice mais alto na região Norte (46,2%) e menor no Sul e Centro-Oeste.
O levantamento também destaca que 27,4% sentem falta de conversar sobre assuntos que realmente lhes interessam, especialmente entre pessoas de 18 a 34 anos. Além disso, 25% dos entrevistados não participam de nenhuma comunidade, número maior entre mulheres, pessoas de 35 a 44 anos e classes D e E.
O estudo mostra ainda que o modelo presencial de trabalho ou estudo é predominante (50,4%), embora 14,1% adotem o modelo híbrido e 9,4% o remoto. Mulheres e jovens de 18 a 34 anos têm maior proporção de trabalho remoto.
Matheus Magnus ressalta que as comunidades ocupam diferentes espaços na vida dos participantes, servindo como ambiente para prática de atividades, aprendizado, troca de experiências e convivência, além de influenciar comportamentos e consumo.



