Conselho Estadual de Saúde cobra apuração rigorosa sobre incêndio que atingiu ambulâncias do SAMU em Salvador
CES-BA solicita investigação detalhada sobre o incêndio que destruiu 23 ambulâncias e cobra transparência da gestão municipal
O Conselho Estadual de Saúde da Bahia (CES-BA) solicitou ao Ministério Público a apuração rigorosa do incêndio que atingiu 23 ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), no Largo do Tamarineiro, bairro do IAPI, em Salvador, no dia 10 de outubro, segundo comunicado oficial do CES-BA.
O conselho também cobra esclarecimentos da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) sobre a situação dos veículos, as condições de segurança da unidade e as providências adotadas pela gestão municipal.
De acordo com o presidente do CES-BA, Marcos Gêmeos, é fundamental esclarecer se todas as ambulâncias atingidas estavam na fase de desfazimento e quais eram as condições administrativas e operacionais de cada veículo no momento do incêndio. “Queremos saber se todos esses veículos já estavam fora de operação ou se havia ambulâncias que ainda poderiam ser utilizadas no atendimento à população. Essa informação é fundamental para dimensionar os possíveis impactos na assistência e garantir transparência sobre a situação”, afirmou.
O conselho considera necessário que o Ministério Público acompanhe a apuração para verificar a situação individual dos veículos, os procedimentos administrativos relacionados ao desfazimento e a existência de possíveis impactos na capacidade de atendimento do SAMU em Salvador.
Marcos Gêmeos destacou ainda a importância de apresentar documentos e esclarecimentos que comprovem a condição dos veículos, identificar a situação de cada ambulância e informar quais medidas serão adotadas para garantir respostas céleres à população.
Outro ponto que deverá ser explicado é a segurança da unidade e a possibilidade de ocorrências anteriores semelhantes. Caso seja confirmada uma tentativa anterior de incêndio ou outro episódio que tenha indicado risco, o CES-BA defende que essa informação seja investigada, assim como as providências adotadas.
“Também precisamos apurar se houve algum episódio anterior, quais providências foram tomadas e se existiam medidas adequadas para proteger os veículos, a sede do SAMU e os trabalhadores. Caso sejam identificadas falhas ou negligência, é necessário que os órgãos competentes apurem as responsabilidades e determinem as medidas cabíveis”, ressaltou Marcos Gêmeos.
O presidente reforçou a necessidade de saber quais medidas de segurança serão adotadas para evitar novos episódios e como será garantida a proteção dos veículos, da estrutura e dos profissionais. “A gestão municipal precisa apresentar respostas e providências concretas, com transparência e responsabilidade”, afirmou.
O CES-BA reafirma seu compromisso com o controle social do SUS, a fiscalização das políticas públicas de saúde e a transparência na administração pública, defendendo que os fatos sejam esclarecidos e que eventuais irregularidades sejam apuradas pelos órgãos competentes.



