Ozonioterapia após siso: estudo aponta menos dor e inchaço
Pesquisa ligada à UNIARA aborda o uso de ozônio medicinal no pós-operatório de extrações de terceiros molares.
O medo do pós-operatório ainda pesa para muitas pessoas que precisam remover os dentes do siso. Dor, rosto inchado e uma pausa na rotina estão entre os receios associados à cirurgia. Uma pesquisa desenvolvida no âmbito do Mestrado Profissional em Ciências Odontológicas da Universidade de Araraquara (UNIARA) coloca a ozonioterapia em foco como recurso complementar nesse período.
O estudo é desenvolvido por Daniela Celli Amalfi e colaboradores e trata da aplicação de ozônio medicinal durante e após a extração dos terceiros molares. De acordo com o material divulgado sobre a pesquisa, estudos clínicos indexados no Journal of Cranio-Maxillofacial Surgery e na base do National Institutes of Health (NIH), citados no documento, indicam redução entre 30% e 50% nos escores de dor e edema — o inchaço — nos três primeiros dias após a cirurgia.
O que o material relata sobre a recuperação
Segundo Daniela Celli, cirurgiã-dentista especialista em Implantodontia, graduada em Odontologia e Fisioterapia pela UNIARA e mestranda em Ciências Odontológicas na instituição, o ozônio pode ser aplicado na cavidade alveolar, o espaço que permanece após a retirada do dente. Conforme a especialista, a proposta envolve estimular a microcirculação e elevar a oxigenação dos tecidos na área operada.
“O ozônio atua com ação antimicrobiana, anti-inflamatória e bioestimuladora. Na cirurgia do siso, ele estimula a angiogênese, favorece a oxigenação tecidual, modula a resposta inflamatória e promove a liberação de fatores de crescimento, o que contribui diretamente para o reparo tecidual e estimula a atividade dos fibroblastos, células essenciais na síntese de colágeno. Isso faz com que a fase inflamatória aguda seja mais rápida e controlada”, explica Daniela Celli.
O material também associa a bioestimulação promovida pelo ozônio à diminuição da necessidade de medicamentos analgésicos e anti-inflamatórios no pós-operatório. Essa é uma informação atribuída aos estudos clínicos mencionados no documento divulgado pela pesquisa.
Formas de aplicação e capacitação
Segundo Daniela Celli, a ozonioterapia pode envolver gás aplicado localmente no alvéolo cirúrgico, irrigação com água ozonizada durante o ato operatório ou uso de óleos ozonizados no acompanhamento. O material informa que o procedimento é realizado sob anestesia local.
Outro ponto abordado é a alveolite seca, uma complicação caracterizada por dor intensa quando o coágulo sanguíneo não se forma ou se perde no local da extração. A especialista afirma que a aplicação do gás auxilia na estabilização do coágulo e na prevenção desse quadro.
A ozonioterapia é reconhecida pelo Conselho Federal de Odontologia (CFO), conforme o material-fonte. O documento ressalta, porém, que a prática exige capacitação adequada para o manuseio dos geradores e a definição das dosagens terapêuticas.
Para quem adia a retirada do siso por receio da recuperação, a pesquisa da UNIARA reúne informações sobre uma abordagem complementar que vem sendo estudada para o período pós-cirúrgico.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



