Enfisema pulmonar: alerta após relato de Pedro Bial
Pneumologista explica sinais da DPOC, como o tabagismo afeta os pulmões e por que parar de fumar continua importante.
O relato de Pedro Bial sobre conviver com enfisema pulmonar, associado por ele ao período em que fumou, recoloca em evidência uma dúvida comum: é possível ter danos nos pulmões mesmo sem sentir grandes limitações por anos? Segundo o pneumologista Dr. Marcelo Ceneviva Macchione (CRM-SP 113.484 | RQE 37.322), sim. O cigarro provoca uma agressão repetida ao sistema respiratório, e os efeitos podem se acumular antes de se tornarem mais perceptíveis.
De acordo com o material divulgado, o enfisema é uma condição marcada pela destruição progressiva das paredes dos alvéolos, estruturas pulmonares responsáveis pelas trocas gasosas. Ele faz parte do espectro da Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) e, com a progressão, respirar pode demandar cada vez mais esforço.
Sintomas que podem parecer parte da rotina
Segundo Macchione, uma das dificuldades do tabagismo é que a pessoa pode fumar por muitos anos sem notar uma limitação importante e interpretar isso como sinal de que está tudo bem. “Os danos podem se acumular e os sintomas se tornarem mais evidentes apenas posteriormente”, explica o pneumologista.
Entre os sinais que merecem atenção, o médico cita:
- falta de ar, inicialmente durante esforços;
- tosse persistente;
- chiado no peito;
- secreção;
- redução da capacidade para atividades antes habituais.
Essa perda de capacidade pode aparecer de forma sutil no cotidiano. Segundo Macchione, algumas pessoas passam a evitar escadas, reduzem o ritmo das caminhadas ou deixam atividades de lado e atribuem a mudança apenas à idade ou ao sedentarismo. Para quem tem histórico importante de tabagismo, sintomas respiratórios persistentes merecem avaliação.
Parar de fumar ainda faz diferença?
A resposta do pneumologista é direta: faz diferença em qualquer momento. Segundo Macchione, as alterações estruturais provocadas pelo enfisema não são simplesmente revertidas quando o cigarro é abandonado. Ainda assim, a interrupção reduz a exposição contínua que agride os pulmões e pode interferir na evolução da doença.
“Quanto antes ocorre a interrupção, melhor, mas nunca devemos considerar que é tarde demais para abandonar o cigarro”, afirma Macchione. Mesmo quem parou há anos deve informar o histórico de tabagismo ao médico, especialmente se houver falta de ar, tosse ou queda da capacidade física. O tempo de uso e a quantidade média de cigarros consumidos ajudam a compor a avaliação de risco, conforme o pneumologista.
Como é feita a avaliação da DPOC
Segundo Macchione, a investigação pode incluir a espirometria, exame que avalia a função pulmonar e ajuda a identificar obstruções ao fluxo de ar. Outros exames podem ser solicitados conforme cada caso.
Embora o enfisema seja uma doença crônica, o diagnóstico não significa necessariamente abandonar trabalho, exercícios ou atividades cotidianas. Macchione explica que o tratamento é individualizado e pode envolver medicamentos inalatórios, vacinação, atividade física orientada, reabilitação pulmonar e a interrupção do tabagismo. O objetivo, segundo ele, é controlar sintomas, reduzir o risco de pioras e preservar a capacidade funcional e a qualidade de vida.
Texto gerado a partir de informações da assessoria com ajuda da estagiárIA



